Itália terá vacinação obrigatória para professores e policiais

Governo discute formas de endurecer medidas sem punir vacinados

Professora mede distância entre carteiras em escola de Roma, capital da Itália
Professora mede distância entre carteiras em escola de Roma, capital da Itália (foto: ANSA)
10:31, 24 NovROMA ZLR

(ANSA) - Às voltas com um novo crescimento nos casos de Covid-19, o governo da Itália vai tornar a vacinação obrigatória para professores e policiais a partir de 15 de dezembro.

A medida foi decidida durante uma reunião do primeiro-ministro Mario Draghi com os líderes dos partidos da situação e as principais autoridades sanitárias do país e deve ser anunciada oficialmente ainda nesta quarta-feira (24).

De acordo com fontes presentes no encontro, professores e policiais se juntarão a trabalhadores da saúde entre as categorias com vacinação obrigatória contra o novo coronavírus. Além disso, a aplicação da dose de reforço será compulsória para o pessoal sanitário.

A reunião desta quarta foi convocada por Draghi para discutir o endurecimento das medidas sanitárias contra a pandemia, mas sem punir as pessoas que se vacinaram - pouco mais de 84% do público-alvo, de acordo com o Ministério da Saúde.

Apesar de apresentar um índice de imunização acima da média da União Europeia, a Itália tem cerca de 7 milhões de pessoas aptas a se vacinar que não tomaram sequer a primeira dose, o que deixa espaço para os casos continuarem subindo.

A média de contágios em sete dias no país é a maior desde o início de maio, enquanto a de óbitos é a mais alta desde meados de junho. A Itália também não tinha tantas pessoas infectadas com o novo coronavírus (154.510) desde 14 de junho.

 

Uma das hipóteses consideradas pelo gabinete de Draghi é tornar mais rígido o "passe verde", certificado sanitário exigido para acesso a praticamente todas as atividades no país, inclusive locais de trabalho.

Atualmente, esse passaporte pode ser obtido por vacinados, recém-curados ou testados contra a Covid, mas o governo quer restringi-lo às duas primeiras categorias, já que indivíduos antivax preferem fazer de dois a três exames por semana ao invés de se imunizar.

Essa hipótese já rendeu ao passaporte sanitário o apelido de "superpasse verde" na imprensa italiana, e as novas regras devem entrar em vigor em 6 de dezembro, mas o governo ainda não bateu o martelo.

É provável que esse certificado reforçado valha para atividades de lazer, como academias, cinemas e eventos esportivos, mas não para locais de trabalho, onde indivíduos apenas testados poderão continuar entrando. (ANSA)

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