Líderes de partido neofascista são investigados por terrorismo

Procuradoria de Bari abriu ação formal contra dois expoentes

Sede de sindicato italiano foi invadida por neofascistas em Roma
Sede de sindicato italiano foi invadida por neofascistas em Roma (foto: ANSA)
14:32, 15 DezROMA ZGT

(ANSA) - Dois dos líderes do partido neofascista italiano Força Nova, Roberto Fiore e Giuliano Castellino, estão sendo investigados por terrorismo pela Procuradoria de Bari, informou o jornal "La Repubblica" nesta quarta-feira (15). Os crimes envolveriam ainda treinamento e atividades com finalidade de terrorismo também internacional.

Os investigadores apontam que Fiore e Castellino estavam realizando um plano para dar vida a uma nova organização de matriz política "que compreende, mas não acaba com o Força Nova", no qual se colocam juntos "um movimento historicamente organizado e politicamente ativo, com capacidade de ter estrutura, pessoal e recursos financeiros do FN" e agregados como "organizações politicamente, muito menos ou pouco orientadas, em uma galáxia anti-vacina".

A ação começou a ser realizada após um outro inquérito iniciado em 9 de outubro deste ano. Naquele dia, a Procuradoria de Bari começou a investigar quatro membros do FN da Puglia - os primos Roberto e Beatrice Falco, Domenico Carlucci e Adriano Dagnello - por organizar uma manifestação contra o certificado sanitário da Covid-19 em Roma.

O protesto terminou com a invasão da sede de um sindicato da capital para intimidar os funcionários, relembrando o período do governo fascista, e causando uma controversa disputa no Parlamento para vetar a existência de partidos neofascistas.

Após apreender materiais e equipamentos eletrônicos nas residências dos suspeitos cerca de um mês depois, os policiais descobriram que eles estavam em contato direto com os líderes nacionais do FN, em particular, com Fiore e Castellino - que também foram presos pela invasão em Roma.

No caso de Beatrice, os investigadores também conseguiram rastrear postagens dela em foto e vídeo dentro da sede do sindicato. (ANSA).
   

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