MP de Roma pede que líderes de grupo neofascista sejam julgados

Fiore e Castellino são acusados de invadir sede de sindicato

Sede da CGIL sofreu invasão em 9 de outubro (foto: ANSA)
13:08, 22 DezROMA ZGT

(ANSA) - A Procuradoria de Roma pediu nesta quarta-feira (22) o julgamento imediato dos líderes do partido neofascista Força Nova, Roberto Fiore e Giuliano Castellino, por conta da invasão da sede de um sindicato em Roma no mês de outubro.

Além dos dois, outras 11 pessoas foram citadas pelos procuradores. Todos são acusados de instigação para cometer crime, devastação e resistência a agente público oficial.

Em comunicado, os procuradores afirmam que "os fatos que são objeto dessa imputação referem-se aos graves episódios ocorridos no dia 9 de outubro no âmbito dos protestos ocorridos na Piazza del Popolo contra o chamado 'passe verde' e que levaram à prisão imediata" de diversas pessoas.

A invasão da sede da Confederação-Geral Italiana do Trabalho (CGIL) causou revolta também no mundo da política, e diversas siglas apresentaram projetos de moção para dissolver o Força Nova e impedir que grupos do tipo fossem admitidos como partidos.

No entanto, movimentações das legendas de extrema-direita conseguiram "atenuar" as votações. O Senado até aprovou uma moção para forçar a dissolução do partido pelo governo, mas o assunto ainda não foi debatido. (ANSA).
   

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