Itália assina acordo para comprar gás natural do Congo

Roma já tinha fechado pactos semelhantes com Argélia e Angola

Os ministros das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, e da República do Congo, Jean-Claude Gakosso
Os ministros das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, e da República do Congo, Jean-Claude Gakosso (foto: ANSA)
12:41, 22 AbrROMA ZLR

(ANSA) - Após Argélia e Angola, a Itália assinou nesta quinta-feira (21) um acordo para ampliar suas importações de gás natural liquefeito (GNL) da República do Congo e reduzir sua dependência em relação à Rússia.

O pacto foi firmado pela principal empresa italiana de óleo e gás, a ENI, e prevê a "aceleração e o aumento da produção" no país africano por meio do "desenvolvimento de um projeto de GNL com início previsto para 2023".

Essa iniciativa deve produzir mais de 4,5 bilhões de metros cúbicos por ano. "A agressão russa [na Ucrânia] levou a Itália a diversificar suas fontes. É objetivo prioritário para a Itália reduzir nossa dependência do gás russo, estamos construindo novos acordos", disse o ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, durante sua missão em Brazzaville, capital da República do Congo.

Esse já é o terceiro pacto sobre gás natural de Roma com países africanos desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia.

O primeiro foi firmado com a Argélia em 11 de abril e deve transformar essa nação do norte da África no principal fornecedor da commodity para o mercado italiano. Já o segundo, com Angola, foi assinado na última quarta-feira (20).

Até 2021, a Rússia respondia por cerca de 40% das importações italianas de gás natural, com 29 bilhões de metros cúbicos por ano. Já a Argélia aparecia na segunda posição, com aproximadamente 22,6 bilhões de metros cúbicos.

O próprio governo da Itália estima que serão necessários cerca de 30 meses para se tornar independente do gás russo. (ANSA)

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