Conheça os doces típicos de Natal da Itália

Panetone reina na Lombardia enquanto pandoro fica no Vêneto

Conheça os doces típicos de Natal da Itália
Conheça os doces típicos de Natal da Itália (foto: Ansa)
13:06, 24 DezSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - O Natal italiano leva às mesas doces deliciosos, que mudam de região para região, baseados nas tradições e sabores locais. As matérias-primas tendem à produção territorial e as receitas recordam antigas histórias populares.

Em Trentino-Alto Ádige, localizada na fronteira, a cozinha é da Europa Central mas sofre grandes influências de Vêneto, e o doce típico italiano da região vem a ser o "Weihnachtsstollen", feito com frutas cristalizadas e rum.

 
 
 
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Já nos vales de Friuli se saboreia a "gubana", doce com massa fementada e recheada de nozes, amêndoas, pinhão e uva-passa, aromatizada com grappa e marsala.

 
 
 
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No Vêneto, o doce de natal mais famoso é o "pandoro", de Verona, onde também se produz o "nadalin", pão adocicado macio em formato de estrela.

 
 
 
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Na região da Lombardia, reina o panetone, já que ele foi criado em Milão, enquanto em Cremona, além da "sbrisolona", uma torta que parece um gigante biscoito de amêndoas, os doces a base de torrone são muito consumidos, pela valorização desse produto na região, que recebe anualmente um grande festival dedicado a ele.

 
 
 
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Tutti a casa sotto le coperte e la #Sbrisolona #rinaldini #rinaldinipastry #imieidolciitaliani

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No Piemonte, não pode faltar o "tronchetto di Natale", doce nascido de uma antiga lenda, na qual a lenha de madeira deveria queimar lentamente na chaminé para trazer sorte. Os ingredientes são creme de castanhas e chocolate, unidos por ovo, manteiga, queijo mascarpone e chantily.

 
 
 
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Já no Vale d'Osta, o pão doce típico das festividades é a "micooula", preparada com trigo e centeio, além de castanhas, figos secos e uva-passa.

 
 
 
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Na Ligúria, o pão doce genovês atravessou continentes, conquistandos os Estados Unidos com o nome de "genoa cake", um doce com forma de cúpula em uma deliciosa massa de uva-passa, pinhão e cheio de laranjas cristalizadas.

 
 
 
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Na Emília-Romanha, o destaque é dado à "spongata", torta natalina assada na manteiga, que prevê ainda mel, temperos, frutas secas, cristalizadas, ou cozidas na geleia.

Na Toscana, a antiga receita do "panforte", de Siena, vem rica de frutas cristalizadas, e também assim são feitas as "pagnottelle", que contam com figo seco, uva-passa, pinhão, nozes e amêndoas.

 
 
 
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Na Úmbria, o "torciglione", doce redondo com base de amêndoas, sobressai, enquanto no Lazio se degusta o "pangiallo romano", doce antiguíssimo consumido durante o solstício de inverno.

 
 
 
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Nas mesas de Molise aparecem os "calciuni", raviole doce recheado de castanha e chocolate meio-amargo, enquanto na Puglia têm destaque as "cartellate", pasta doce frita e cocrante, enrolada como se fosse um cesto, finalizada com mel e canela.

 
 
 
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Na Campânia, o Natal vê na mesa os "struffoli", deliciosas bolinhas de pasta doce frita, envolvidas em mel quente. Já na Calábria, não podem faltar os "mostaccioli", doce a base de uva-passa, citrino, figo, fruta seca, vinho e mel. A Sicília prepara o "buccellato", um antigo doce em forma de rosca, recheado de frutas cristalizadas.

 
 
 
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Na Sardenha, triunfa o pão em infinitas versões, mas, sobretudo, aquele de sapa, a base de mosto de uva cozido lentamente e enfeitado com nozes, amêndoas, uva passa e raspas de limão.

Muitos desses doces entraram para a história da cozinha italiana e internacional, sendo que alguns ainda receberam um espaço importante nas feiras e nos museus, que recontam as histórias, enriquecidas de lendas, mas dignas de serem conhecidas. Dessas delícias, o panetone, o mais famoso em todo o mundo, que nasceu em Milão, como pão enriquecido de fermento, mel e uva seca, tem grande culpa no sucesso italiano. (ANSA)

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