Drones e braceletes: como será visitar Pompeia após reabertura

Sítio arqueológico é a terceira atração mais visitada da Itália

Vista do sítio arqueológico de Pompeia, no sul da Itália
Vista do sítio arqueológico de Pompeia, no sul da Itália (foto: ANSA)
11:28, 30 AbrPOMPEIA ZLR

(ANSA) - A partir de maio, visitar o sítio arqueológico de Pompeia, no sul da Itália, pode se tornar uma experiência completamente diferente do que era até o fechamento imposto pela pandemia do novo coronavírus.

Enquanto aguarda as diretrizes do Ministério da Saúde para a reabertura de museus e locais turísticos, a administração da antiga cidade romana devastada por uma erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C. já prepara um plano para retomar suas atividades.

"Como todos, estamos aguardando as indicações do ministério, mas estamos nos organizando. Pompeia oferece muitos espaços abertos e outros muito apertados para garantir uma visitação segura, então começaremos de modo gradual. A primeira semana de abertura, que pode ser a partir de 18 de maio, será experimental", disse à ANSA o diretor do parque arqueológico, Massimo Osanna.

A nova etapa na vida de Pompeia deve incluir um aplicativo para smartphones e um bracelete com geolocalização que permitirá o deslocamento em segurança pelas ruínas da antiga cidade romana.

Aliada a drones de última geração, a tecnologia também servirá para coibir comportamentos imprudentes e até a atuação de ladrões que invadem áreas de escavação para furtar itens arqueológicos.

Segundo Osanna, a administração do parque criará itinerários com visitas a determinadas casas com vias de entrada e de saída separadas, incluindo algumas recém-restauradas, dificultando a formação de aglomerações.

O primeiro passo para visitar Pompeia em sua reabertura será fazer a reserva online. Após chegar ao sítio, a pessoa será convidada a baixar o aplicativo - caso ainda não o tenha feito - e passará pelos controles de segurança, que incluirão medidores de temperatura corporal.

Cada turista ganhará um bracelete com um código associado ao bilhete de entrada, que permitirá serviços específicos, como o acesso a áreas reservadas. A tecnologia também dará indicações sobre o percurso, evitando que o visitante entre em lugares já com muita gente, e o aplicativo permitirá tours online por casas fechadas ao público.

Quem não quiser ou não puder baixar o aplicativo seguirá um itinerário padrão definido pelo sítio arqueológico chamado "Pompeia para todos". O parque é a terceira atração mais visitada da Itália e recebeu 4 milhões de pessoas em 2019, segundo o Ministério dos Bens Culturais, atrás apenas do Coliseu de Roma (7,5 milhões) e das Gallerie degli Uffizi, em Florença (4,4 milhões). (ANSA)

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