Capa do jornal 'Charlie Hebdo' traz charge de Maomé

Próxima edição do jornal terá tiragem de 3 milhões de cópias

Próxima edição do jornal será publicada na próxima quarta-feira (14) (foto: Reprodução/Twitter)
20:19, 12 JanPARIS ZLR

(ANSA) - Como havia sido prometido pelo advogado do jornal "Charlie Hebdo", Richard Malka, a capa da próxima edição do semanário traz uma charge do profeta Maomé.

 

Antecipado pelo diário "Libération", que está abrigando a redação do periódico satírico, o desenho mostra o fundador do islamismo com uma lágrima no rosto e um cartaz com a frase "Je suis Charlie" ("Eu sou Charlie"). Acima dele está escrito "Tudo está perdoado".

 

Segundo Malka, o lema das manifestações de solidariedade ao jornal também significa o "direito à blasfêmia". A representação de Maomé é uma ofensa para os muçulmanos e foi o principal motivador do ataque da última quarta-feira (7) ao escritório do "Charlie Hebdo", que deixou 12 mortos.

 

A próxima edição do semanário sairá no dia 14 de janeiro com uma tiragem de 3 milhões de exemplares e traduzida para 16 idiomas. Normalmente, ele é publicado com 60 mil cópias, e as primeiras estimativas para o número desta semana apontavam para uma quantidade de 1 milhão de unidades.

     
Na quarta-feira passada, os irmãos franco-argelinos Said e Chérif Kouachi invadiram a redação do jornal e mataram 12 pessoas, incluindo um policial muçulmano que estava rendido em uma calçada perto do escritório.

 

Dois dias depois, os terroristas foram mortos pelas forças de segurança francesas em uma operação perto do aeroporto Charles de Gaulle. Na mesma data, Amedy Coulibaly realizou um sequestro em um mercado kosher de Paris e assassinou quatro reféns, todos judeus. Ele também foi morto pela polícia.

 

No dia anterior, ele tirara a vida de uma agente durante um tiroteio. Ao todo, os ataques deixaram 17 civis e três criminosos mortos. Em declarações à "Associated Press", fontes das forças de segurança disseram que seis elementos da célula terrorista responsável por esses atentados ainda estão foragidos.

 

Um deles é a companheira de Coulibaly, Hayat Boumeddiene, que teria fugido para a Síria. (ANSA)

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