Israel monta barreira para evitar ataques palestinos

Netanyahu rejeitou proposta de envio de agentes internacionais

Israel monta barreira para evitar ataques palestinos
Israel monta barreira para evitar ataques palestinos (foto: EPA)
07:37, 19 OutTEL AVIV ZBF

(ANSA) - Um novo muro foi erguido neste domingo (18) em Jerusalém com a justificativa de impedir lançamentos de pedras e artefatos explosivos do bairro palestino de Jabal Mukaber à zona vizinha judaica de Armon HaNatziv.
    De acordo com a imprensa local, o muro tem poucos metros de extensão e será removido quando o clima de violência se encerrar na região.
    A polícia israelense afirmou que a barreira "móvel e imediata" tem o objetivo de "impedir o lançamento de bombas incendiárias, fogos de artifício e pedras". "A barreira pode ser deslocada de região para região, segundo as exigências de segurança, e não impede o acesso ao bairro de Jabal Mukaber", garantiram as autoridades.
    A medida foi tomada no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou formalmente a proposta francesa para a presença de observadores internacionais na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, cujas novas medidas para visitação de israelenses e palestinos foi um dos motivos para a escalada de tensão na região. A Esplanada, que reúne a mesquita al-Aqsa e o Domo da Rocha, é o terceiro local mais sagrado do Islã, depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Para o judeus, este é o local do segundo templo destruído pelos romanos. O Muro das Lamentações fica abaixo da Esplanada.
    "Israel garante o stato quo. Não somos o problema, mas a solução", disse o premier, na abertura da reunião de governo em Jerusalém. Ele também afirmou que a moção francesa ao Conselho de Segurança "não citou a instigação nem mencionou o terrorismo dos palestinos". "Há, porém, um apelo internacional aos lugares santos: temos visto o que acontece em locais do Oriente Médio, como Palmira, no Iraque, ou na Síria e em outras regiões onde extremistas islâmicos destroem as mesquitas, uma depois da outra, e templos cristãos, culturais e judaicos", criticou Netanyahu.
    Desde o início de outubro, uma série diária de agressões, tiroteios e esfaqueamentos provocou a morte de ao menos 40 palestinos e sete israelenses. Somente ontem (17), três palestinos foram mortos por israelenses, baleados por terem tentado esfaquear os judeus, de acordo com o governo local. Apoiados pelo grupo islâmico Hamas, os atos já são considerados a Terceira Intifada (rebelião). As duas anteriores ocorreram entre 1987-1993 e 2000-2005, respectivamente. (ANSA)

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