Hamas promete intifada até 'libertar' Palestina

Dirigente do grupo voltou a falar em levante contra Israel

Jovem palestino tenta atingir soldados israelenses na fronteira da Faixa de Gaza (foto: EPA)
07:59, 20 OutMADRI ZBF

(ANSA) - Um dos dirigentes do grupo fundamentalista islâmico Hamas, Fathi Hammad, disse que a "intifada" contra Israel vai continuar até a "libertação de Jerusalém, da Cisjordânia e de toda a Palestina". "Apoiaremos o levante com o nosso trabalho e com o nosso sangue", afirmou.

 

A declaração acontece pouco depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pedir para israelenses e palestinos colocarem um fim à escalada de violência registrada nas últimas duas semanas. Em visita a Madri, Kerry afirmou que a tensão "não tem sentido".

 

 

O secretário destacou que se reunirá nos próximos dias com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que controla a Cisjordânia. Atualmente, o Hamas domina a Faixa de Gaza. "Queremos que a calma retorne à região e que a violência cesse", afirmou Kerry em sua visita de apenas um dia à capital espanhola.

 

Neste encontro com Abbas e Netanyahu, que provavelmente ocorrerá no fim de semana, Kerry deverá discutir medidas para reduzir a tensão em Israel e Cisjordânia.

 

O norte-americano, porém, concordou com o governo israelense de que não deve haver presença de observadores internacionais na Esplanada das Mesquitas, como proposto na semana passada pela França às Nações Unidas. No último domingo (18), Netanyahu já tinha rejeitado categoricamente a proposta. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores de Israel convocou para consultas o embaixador francês, Patrick Maisonnave, definindo a proposta de Paris como uma "afronta".

 

A Esplanada, que reúne a mesquita al-Aqsa e o Domo da Rocha, é o terceiro local mais sagrado do Islã, depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Para o judeus, este é o local do segundo templo destruído pelos romanos. O Muro das Lamentações fica abaixo da Esplanada. Uma alteração nas políticas de acesso e visitação ao local foi um dos motivos para o estopim dos ataques em Israel e Cisjordânia.

 

Nas últimas duas semanas, ao menos 40 palestinos e sete israelenses morreram em confrontos, como tiroteios, atropelamentos e esfaqueamentos. A violência fez o governo israelense anunciar que colocaria seu Exército na rua e fechar o acesso a bairros palestinos. (ANSA)

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