Netanyahu minimiza papel de Hitler e culpa palestinos

Declarações causaram polêmica dentro e fora de Israel

Netanyahu minimiza papel de Hitler e culpa palestinos
Netanyahu minimiza papel de Hitler e culpa palestinos (foto: AP)
10:54, 22 OutTEL AVIV ZSG

(ANSA) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, causou polêmica nesta quarta-feira, dia 21, após declarar que Adolf Hitler não queria "exterminar" os judeus, mas expulsá-los da Europa, enquanto o mufti de Jerusalém Haj Amin Al-Husseini foi quem lançou a ideia de uma "solução final" para eles.

    Segundo Netanyahu, em discurso durante o Congresso Mundial Sionista, al-Husseini disse a Hitler que se fossem expulsos, os judeus seriam levados à Palestina, por isso era precisa matá-los.

    Questionado, o primeiro-ministro israelense respondeu que não queria absolver o líder nazista, mas mostrar que o pai da nação palestina pediu a destruição do povo hebreu e continua a ser admirado.

    O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que o premier está querendo mudar a história do povo judeu.

    Para o secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, as declarações são "moralmente indefensáveis e incendiárias".

    "Netanyahu odeia tanto os palestinos que está disposto a absolver Hitler do assassinato de seis milhões de judeus", apontou.

    Em Israel, o líder opositor Isaac Herzog chamou atenção para a "perigosa distorção" dos fatos e pediu que o premier "se corrija imediatamente, pois minimiza o Holocausto e a responsabilidade de Hitler nesta terrível tragédia para nosso povo".

    Em entrevista à ANSA, o diretor do Centro Simon Wiesenthal em Jerusalém, Efraim Zuroff, disse que a declaração é "completamente infundada" e que "Hitler não precisava ser convencido por ninguém". (ANSA)

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