Israel promete manter status da Esplanada das Mesquitas

Atualmente, só muçulmanos podem rezar no local

Imagem do Domo ad Rocha, na Esplanada das Mesquitas
Imagem do Domo ad Rocha, na Esplanada das Mesquitas (foto: EPA)
16:27, 25 OutTEL AVIV ZLR

(ANSA) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu neste domingo (25) que o governo manterá sua política para a Esplanada das Mesquitas (para judeus, Monte do Templo), ou seja, mantendo o espaço aberto ao público, mas permitindo que apenas muçulmanos rezem no local.

 

O anúncio foi feito um dia depois de o país ter chegado a um acordo com a Jordânia, guardiã do lugar sagrado, para o seu monitoramento via câmeras de vigilância durante 24 horas por dias. O pacto também prevê que Israel reconheça o papel histórico de Amã na proteção da Esplanada.

 

"Respeitamos a importância do papel especial do reino da Jordânia e o papel histórico do rei Abdullah II", diz um comunicado assinado neste domingo por Netanyahu. A postura do premier tem como objetivo apaziguar as tensões com os palestinos, elevadas após restrições impostas pelo governo israelense.

 

Um dos motivos para a escalada de violência das últimas semanas havia sido a proibição da entrada de homens muçulmanos com menos de 50 anos na Esplanada. Ainda assim, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al Maliki, e o grupo fundamentalista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, criticaram o acordo entre Israel e Jordânia.

 

O primeiro o definiu como uma "nova armadilha", enquanto o segundo fez um apelo para que a Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mahmoud Abbas, o rejeite. "Não dá para confiar em Netanyahu. Quem controlará as imagens dessas câmeras? Quem vai registrar os movimentos dos fiéis que desejam entrar? Esses instrumentos não serão usados para prender jovens com o pretexto da instigação?", questionou Maliki.

 

A Esplanada, que reúne a mesquita Al Aqsa e o Domo da Rocha, é o terceiro local mais sagrado do Islã, depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita. De acordo com os judeus, o local abrigava o segundo templo destruído pelos romanos. Além disso, o Muro das Lamentações fica logo abaixo.

 

Apesar do anúncio de Netanyahu, ao menos dois ataques à faca cometidos por palestinos foram registrados neste domingo na Cisjordânia, ambos contra colonos judeus. No entanto, nenhuma das pessoas agredidas morreu. (ANSA)

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