Itália proíbe fumo em carros com crianças a partir de desta terça-feira

Série de regras tentarão restringir acesso e danos de cigarros

Propagandas em novas embalagens de cigarros na Itália (foto: Ansa)
12:21, 01 FevROMA ZGT

(ANSA) - A partir desta terça-feira (02), entrarão em vigor novas regras para o consumo e a venda de cigarros (e suas variações) na Itália.

 

A principal mudança será a proibição de fumar em carros que tenham crianças ou mulheres grávidas em seu interior com risco de uma salgada multa de milhares de euros. Além disso, quem jogar a bituca do cigarro no chão também será multado.

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o fumo provoca 83 mil mortes por ano na Itália. Cerca de 10 milhões de italianos afirmam serem fumantes e 23,4% dos estudantes dos primeiros anos da Universidade dizem fumar.

 

Confira os principais pontos da lei que entrará em vigor no país:

 

Imagens chocantes

Assim como ocorre no Brasil, as caixas de cigarro estamparão fotos chocantes de pessoas que sofreram com doenças decorrentes do fumo e alertas como o fato de cada cigarro conter "mais de 70 substâncias cancerígenas".

 

Aditivos

Fica proibido o uso de aditivos que tornam o ato de fumar mais "atrativo", como a inclusão de sabores especiais - menta, baunilha ou ervas aromáticas - que possam modificar o cheio, gosto ou intensidade do fumo. Estão abolidas as embalagens com 10 cigarros e aquelas que contém menos de 30 gramas de tabaco por unidade.


Publicidade

Estão proibidos todos os elementos promocionais nas embalagens e as propagandas de cigarros não poderão ser inseridas na televisão na faixa de horário das 16h as 19h.

 

On-line

A partir de amanhã, está proibida a venda online de produtos derivados do tabaco e cigarros eletrônicos.


Rastreabilidade

Será introduzido um sistema europeu para identificar e localizar todos os processos de produção para combater o tráfico ilícito de cigarros.


Cigarros eletrônicos

Serão inseridos mais controles de segurança e qualidade e o Ministério da Saúde irá notificar quais os produtos que poderão ser vendidos. Eles devem conter ainda um folheto com instruções de uso, contra-indicações e informações sobre efeitos nocivos. (ANSA)

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