Putin parabeniza Trump e diz que Guerra Fria 'acabou'

Russo enviou telegrama pra ressaltar "respeito recíproco"

Durante campanha eleitoral, Trump e Putin trocaram elogios
Durante campanha eleitoral, Trump e Putin trocaram elogios (foto: ANSA)
15:16, 09 NovMOSCOU ZBF

(ANSA) - Maior adversário dos Estados Unidos, o presidente russo, Vladimir Putin, parabenizou na manhã de hoje (9) o magnata republicano, Donald Trump, por sua eleição à Casa Branca. Em um pronunciamento que já era esperado, pois Putin explicitamente torcia para Trump derrotar a democrata Hillary Clinton, o líder russo comentou "que as relações entre Rússia e EUA poderão sair da crise".

 

Putin enviou um telegrama a Trump, que foi eleito o 45º presidente dos EUA nesta madrugada, com 288 delegados no colégio eleitoral, 18 a mais do que o necessário para assumir a Casa Branca. O russo afirmou "estar seguro no diálogo entre Moscou e Washington, o qual deve se basear no respeito recíproco, atendendo aos interesses dos dois países", divulgou o Kremlin.

 

Estados Unidos e Rússia são os maiores adversários políticos no cenário internacional, em uma conflito ideológico e de interesses que perdura desde a Guerra Fria (1945-1991).

 

Mas, durante toda a campanha eleitoral à Casa Branca, Putin e Trump trocaram elogios entre si. "Ele representa os interesses das pessoas comuns, que criticam aqueles que estão há anos no poder, gente a quem não agrada a transferência do poder por herança", disse Putin, meses atrás, em uma clara referência à Hillary, esposa do ex-presidente Bill Clinton. A candidata democrata também chegou a acusar hackers russos de cometerem ciberataques e vazarem documentos sigilosos e-mails de seu comitê.

 

A Duma, que compõe o Parlamento russo, recebeu com aplausos a notícia da eleição de Trump. “As atuais relações russo-americanas não podem ser chamadas de amigáveis. Esperamos que se possa instaurar um diálogo mais construtitvo entre os dois países após a posse do novo presidente”, comentou o líder da Câmara Baixa russa, Vyacheslav Volodin.


“A Rússia terá um posto central na nova administração norte-americana”, disse o ex-embaixador de Moscou em Washington John Teff.
(ANSA)

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