Irã chama de 'repugnante' acusação de Trump sobre terrorismo

Capital do país foi alvo de dois ataques assumidos pelo EI

Irã chama de 'repugnante' acusação de Trump sobre terrorismo
Irã chama de 'repugnante' acusação de Trump sobre terrorismo (foto: EPA)
21:36, 08 JunTEERÃ ZCC

(ANSA) - O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, classificou nesta quinta-feira (8) de "repugnante" as palavras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o próprio Irã promove o terrorismo.
   

"São repugnantes a declaração da Casa Branca e as sanções do Senado, enquanto os iranianos combatem o terrorismo apoiado pelos clientes dos EUA", escreveu Zarif em sua conta no Twitter.
   

O ministro ainda insistiu que aliados de Washington, como a Arábia Saudita, país que Trump fez um acordo militar milionário durante sua primeira viagem oficial ao exterior, são os verdadeiros patrocinadores do terrorismo.
   

"Os déspotas que patrocinam o terrorismo ameaçam levar a luta para o nosso país", acrescentou Zarif. Ontem (8), a capital do Irã, Teerã, viveu momentos de terror após dois suicidas ligados ao grupo Estado Islâmico (EI) explodirem bombas no mausoléu do aiatolá Khomeini e no Parlamento iraniano, que foi tomado em sequestro.
   

Ao menos 13 pessoas morreram e 52 ficaram feridas nos ataques assumidos pelo grupo extremista. Em solidariedade, Trump, por meio de comunicado, lamentou os atentados terroristas no Irã e disse que reza pelas "vítimas inocentes" e pelo "povo iraniano", mas insinuou que o país apoia grupos terroristas. "Os Estados que patrocinam o terrorismo arriscam se tornar vítimas do mesmo mal que promovem", afirmou.
   

Nesta quinta, o Ministério de Inteligência iraniano também confirmou que as cinco pesssoas envolvidas nos ataques terroristas tinham envolvimento com o Estado Islâmico e haviam deixado o Irã "para lutar nas células do Estado Islâmico em Mossul, no Iraque, e em Raqqa, na Síria".
   

Segundo o comunicado, os cinco terroristas tinham "se afiliado ao Wahabismo", uma forma conservadora do islamismo. No entanto, o local de nascimento de todos não foi identificado, e a ainda não se sabe como os militantes conseguiram escapar do controle das autoridades do país. (ANSA)

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