África do Sul vai às urnas em primeiro teste para Ramaphosa

Presidente busca reeleição em cenário de corrupção e crise

Cyril Ramaphosa assumiu o poder em fevereiro de 2018, após a renúncia de Jacob Zuma
Cyril Ramaphosa assumiu o poder em fevereiro de 2018, após a renúncia de Jacob Zuma (foto: EPA)
19:59, 07 MaiJOHANESBURGO ZLR

(ANSA) - A África do Sul vai às urnas nesta quarta-feira (8), no primeiro teste eleitoral do presidente Cyril Ramaphosa, que assumiu o poder em fevereiro do ano passado, após a renúncia de Jacob Zuma.

O mandatário é candidato pelo Congresso Nacional Africano (ANC), partido de Nelson Mandela e que está no poder desde o fim do Apartheid, em 1994. O ANC é favorito para obter maioria no Parlamento, mas terá dificuldades para alcançar os 62% dos votos conquistados em 2014.

Além dos escândalos de corrupção que custaram o mandato de Zuma, o ANC enfrenta uma situação de crise econômica e taxa de desemprego na casa dos 27%. Em sua campanha, Ramaphosa prometeu renovar o partido, reduzir as desigualdades e impulsionar a economia.

Uma das promessas do ANC é promover um programa de expropriação sem indenizações de terras de proprietários brancos, mas precisará de ao menos 67% dos votos no Parlamento. No cenário mais provável, o partido terá de buscar o apoio dos Lutadores pela Liberdade Econômica (EFF), legenda populista de esquerda que defende a reforma agrária.

Além disso, se o ANC não passar dos 60%, Ramaphosa pode se ver vulnerável dentro de seu próprio partido e com a liderança em risco. A principal força de oposição e expressão sobretudo das minorias étnicas, incluindo a branca, é a Aliança Democrática (DA), de Mmusi Maimane, mas outros 40 partidos menores também participam das eleições.

No sistema sul-africano, os eleitores votam no partido, e os assentos no Parlamento são distribuídos proporcionalmente, de acordo com a votação de cada um. O presidente é o líder da legenda com a maior bancada.

Cerca de 26 milhões de eleitores estão habilitados a votar, e as urnas ficam abertas das 7h às 21h (horário local). (ANSA)

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