UE dá aval para missão de embargo a armas na Líbia

Operação "Irini" terá início no dia 1º de abril

Navio alemão da operação europeia Sophia, em agosto de 2016
Navio alemão da operação europeia Sophia, em agosto de 2016 (foto: EPA)
08:45, 31 MarBRUXELAS ZLR

(ANSA) - O Conselho Europeu, principal órgão político da União Europeia, decidiu nesta terça-feira (31) iniciar em 1º de abril a nova missão naval do bloco para impedir a entrada de armas na Líbia.

A operação "Irini" ("paz" em grego) será guiada pelo comandante italiano Fabio Agostini, com quartel-general em Roma, e substituirá a missão Sophia, paralisada há um ano por causa de discordâncias dentro da UE sobre o destino de migrantes resgatados no Mediterrâneo.

O principal objetivo da Irini será implantar o embargo de armas imposto pelas Nações Unidas (ONU) à Líbia, que vive uma guerra civil entre o governo de união nacional chefiado por Fayez al-Sarraj, sediado na capital Trípoli, e as forças do marechal Khalifa Haftar, cujo poder está baseado em Tobruk, no leste do país.

Os navios europeus terão autonomia para fazer inspeções em embarcações suspeitas de transportar armamentos ao país africano e para coletar informações sobre o comércio ilegal de petróleo.

Além disso, aumentará as atividades de treinamento da Guarda Costeira da Líbia, já acusada de envolvimento em violações dos direitos de migrantes e refugiados.

O mandato da Irini está previsto para terminar em 31 de março de 2021. Após a recusa da Itália em abrir seus portos, eventuais pessoas resgatadas pela missão europeia no Mediterrâneo devem ser levadas para a Grécia e redistribuídas entre países do bloco que se disponibilizarem. (ANSA)

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