Japão declara estado de emergência por coronavírus

Medida atinge sete das oito regiões do país, incluindo Tóquio

Shinzo Abe anunciou o estado de emergência para sete regiões
Shinzo Abe anunciou o estado de emergência para sete regiões (foto: EPA)
09:57, 07 AbrTÓQUIO ZGT

(ANSA) - Após relutar, o governo do Japão decretou o estado de emergência por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nesta terça-feira (07) para sete das oito regiões do país.

A situação durará, ao menos, até o dia 6 de maio e, além de Tóquio, atingirá às áreas de Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Hyogo e Fukuoka.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe, durante uma coletiva de imprensa transmitida pela televisão para toda a nação, depois de uma reunião da força-tarefa de especialistas para enfrentar a crise causada pela Covid-19.

O premier pediu que os japoneses reduzam os contatos sociais com outras pessoas em até 70% com o objetivo de conter o pico da epidemia em até duas semanas. Abe indicou ainda que o sistema de saúde nacional já está em uma situação crítica com o recente aumento no número de casos e pediu que os cidadãos não façam viagens para as áreas rurais do país.

O estado de emergência, no entanto, não é uma quarentena obrigatória - como a vista em outros países asiáticos ou europeus. Serviços como o transporte público, bancos e supermercados funcionarão normalmente e grande parte do comércio apenas limitará o horário de funcionamento.

- Plano econômico:

"A economia japonesa está perante a sua mais grave crise desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse ainda o primeiro-ministro ao justificar o plano econômico anunciado hoje.

O projeto tem valor total de 1 trilhão de ienes, equivalentes a 910 bilhões de euros, que prevê o fornecimento de vales para famílias com baixa renda para reativar o consumo e empréstimos para as pequenas e médias empresas terem liquidez durante a pandemia.

O Japão tem, até o momento, 3.906 casos do novo coronavírus e 92 mortes confirmadas, de acordo com o Centro Universitário John Hopkins. (ANSA)

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