Trump celebra dólar forte e critica negociação com a China

Presidente norte-americano ainda criticou a globalização

Trump celebrou que dólar esteja forte durante um momento de crise, como a atual pandemia do novo coronavírus
Trump celebrou que dólar esteja forte durante um momento de crise, como a atual pandemia do novo coronavírus (foto: EPA)
10:37, 14 MaiWASHINGTON ZGT

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta quinta-feira (14) que o dólar é uma moeda forte em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que atinge duramente o país.

"É uma grande época para ter o dólar forte. Todos querem estar no dólar porque mantemos ele forte. Eu o mantive forte", disse o mandatário em entrevista à "Fox Business".

A fala de Trump vem um dia após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, negar que a entidade vai anunciar juros negativos para as taxas básicas da economia norte-americana e foi vista como um elogio do republicado à postura de Powell.

Durante a entrevista, o mandatário voltou a criticar a globalização, dizendo que essa era "acabou", e disse que não vai renegociar o acordo comercial com a China, que teve apenas a primeira fase concluída, por estar "muito decepcionado" com os chineses.

Questionado sobre a situação econômica do país pós-pandemia, Trump admitiu que a taxa de desemprego continuará acima de 10% até, no mínimo, o mês de setembro. Segundo sua análise, a economia "viverá uma transição" no terceiro trimestre de 2020 e os Estados Unidos "serão fortes novamente em 2021".

Até o momento, de acordo com dados do Centro Universitário Johns Hopkins, há quase 1,4 milhão de contaminações por Covid-19 nos Estados Unidos e 84.136 mortes confirmadas.

A aparição do presidente ocorre um dia após diversas pesquisas de opinião mostrarem uma queda na popularidade do republicano em vista das eleições deste ano. Conforme o último levantamento feito pela Reuters/Ipsos, dos eleitores registrados, 46% votariam no democrata Joe Biden e apenas 38% informaram que votariam em Trump. (ANSA)

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