Policial que imobilizou Floyd até a morte é preso nos EUA

Morte de homem negro por policial branco gerou revolta no país

Protestos contra agentes foram registrados em várias partes do país
Protestos contra agentes foram registrados em várias partes do país (foto: EPA)
15:32, 29 MaiWASHINGTON ZCC

(ANSA) - Um dos quatro agentes envolvidos no caso de George Floyd, o homem negro que foi morto por policiais brancos na última segunda-feira (25), foi detido hoje (29) em Minneapolis, informaram as autoridades locais à imprensa.

Trata-se de Derek Chauvin, demitido após ser flagrado pressionando o pescoço de Floyd até sua morte. Ele foi acusado formalmente de homicídio culposo, segundo o procurador da cidade. 

De acordo com a CBS, o policial atua há 19 anos e já foi alvo de 18 denúncias na corporação.

A morte de Floyd provocou revolta em diversas partes do país. Em Minneapolis, a terceira noite de protestos resultou no incêndio da delegacia de polícia onde os agentes trabalhavam - bem como em prédios próximos.

Antes dos incêndios desta quinta-feira (28), centenas de pessoas haviam se reunido em frente ao local e em frente à casa de Chauvin, pedindo por justiça no caso. Após as manifestações, no entanto, foram registrados saques em diversas lojas, carros quebrados e incêndios em, ao menos, 16 locais, segundo a polícia.

No principal vídeo postado nas redes sociais, de quase 10 minutos, é possível ver Floyd completamente imobilizado por Chauvin.

Diversas pessoas que estavam acompanhando a ação, pediam para que o policial branco tirasse o joelho do pescoço da vítima, que relatou por diversas vezes que não estava conseguindo respirar.

Quando o homem ficou visivelmente imóvel, uma ambulância chegou e Floyd foi retirado do local. Na versão oficial, Floyd morreu "após um incidente médico durante uma operação policial".

O presidente dos EUA, Donald Trump, que na terça-feira (27) havia postado uma mensagem de apoio à família de Floyd e disse que pediu a intervenção do FBI no caso, voltou a se manifestar nesta quinta e condenou a violência nos protestos. (ANSA)

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