OMS esclarece fala sobre assintomáticos que gerou polêmica

Entidade diz que eles transmitem vírus, mas não se sabe quando

OMS voltou atrás em declaração sobre assintomáticos do novo coronavírus
OMS voltou atrás em declaração sobre assintomáticos do novo coronavírus (foto: Ansa)
13:48, 09 JunROMA E SÃO PAULO ZGT

(ANSA) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) esclareceu durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (09) a declaração de que é "raro que pessoas assintomáticas possam transmitir o novo coronavírus", dada aos jornalistas 24 horas antes pela chefe do programa de Emergências, Maria van Kerkhove.

A afirmação causou muita polêmica em todo o mundo, especialmente entre cientistas, por gerar a impressão de que apenas pessoas que tenham sintomas é que podem passar a doença adiante, o que causaria um relaxamento no combate à Covid-19.

Kherkove ressaltou que "recebeu muitas mensagens da noite para o dia" e que quer deixar claro o mal-entendido.

"A maior parte das transmissões que conhecemos ocorre por pessoas com sintomas e que transmitem o vírus por meio de gotículas infectadas. Mas, há um subconjunto de pessoas que não desenvolvem sintomas. Acho que é um mal-entendido afirmar que uma transmissão assintomática globalmente é muito rara, sendo que eu estava me referindo a um subconjunto de estudos", ressaltou Kerkhove hoje.

Segundo a chefe do programa de Emergências, sua fala trazia dados que ainda não foram publicados, mas que a OMS já recebeu de seus Estados-membros, especialmente, aqueles que mais realizam testes.

Conforme a especialista, existem as pessoas que são assintomáticas, ou seja, que não desenvolvem nenhum tipo de sintoma da Covid-19 em nenhum momento, e aquelas pré-sintomáticas - que ainda não desenvolveram nenhum tipo de sintoma por conta do período de incubação do coronavírus.

Para Kherkove, é aí que mora a diferença, por isso que as medidas de prevenção continuam sendo necessárias.

"Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos ocorre e está ocorrendo. A questão é saber quanto tempo isso leva", reforçou o diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA