Hungria volta a fechar fronteiras a partir de 1º/9 por Covid

País é o primeiro da UE a adotar medida unilateral de fechamento

Viajantes internacionais serão proibidos de entrar na Hungria a partir de setembro, decidiu governo
Viajantes internacionais serão proibidos de entrar na Hungria a partir de setembro, decidiu governo (foto: EPA)
13:46, 28 AgoBUDAPESTE ZGT

(ANSA) - O governo da Hungria anunciou que fechará suas fronteiras a partir do dia 1º de setembro para todos os estrangeiros por conta do avanço da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), informou o vice-premier, Gergely Gulyas.

"Nenhum cidadão estrangeiro poderá entrar na Hungria a partir desse dia, salvo qualquer exceção que iremos ainda definir", acrescentou Gulyas em pronunciamento nesta sexta-feira (28).

Já os cidadãos húngaros que estejam retornando do exterior precisarão apresentar dois testes negativos para a Covid-19 ou, então, respeitar 14 dias de isolamento domiciliar obrigatório.

A nação é a primeira da União Europeia a tomar uma medida unilateral, algo que foi pedido para que os europeus evitassem fazer para não cometer os mesmos erros de falta de coordenação registrados entre fevereiro e março.

Conforme discurso do vice-primeiro-ministro, o aumento dos contágios está sendo causado por conta do tráfego ao exterior tanto por moradores que retornam de outras nações como por turistas internacionais.

"A partir de 1º de setembro, todos os países serão 'zona vermelha' para nós", acrescentou. Atualmente, os países que pertencem ao bloco econômico permitem a entrada de cidadãos de todas as nações que fazem parte da UE e do Tratado de Schengen, além de 12 países estrangeiros que não fazem parte do grupo.

Conforme dados do Centro Universitário Johns Hopkins, a Hungria tem 5.511 casos de Covid-19 desde fevereiro e 614 mortes registradas. Nos últimos dois dias, de acordo com os números do Worldometers, o país registrou 73 e 91 infecções, respectivamente, nos maiores dados desde 2 de maio.

- Supercopa:

Gulyas ainda ressaltou que está discutindo com a Uefa sobre a realização da partida da Supercopa, entre Bayern de Munique e Sevilla, que será realizada na Puskas Arena, em Budapeste, em 24 de setembro.

Há três dias, os organizadores anunciaram que essa seria a primeira partida de um torneio intercontinental europeu a ter a presença de público. Seriam 20 mil espectadores presentes no estádio, cerca de 30% da capacidade do local.

Uma das possibilidades discutidas seria levar os torcedores estrangeiros diretamente do aeroporto para o estádio - e do estádio para o aeroporto - sem permitir que eles pernoitem no país. (ANSA).
   

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