Suécia proibirá aglomerações de mais de 8 pessoas

País adotou tática permissiva e tem índices piores que vizinhos

Suécia manteve 'vida quase normal' para conter pandemia, mas estratégia não funcionou
Suécia manteve 'vida quase normal' para conter pandemia, mas estratégia não funcionou (foto: EPA)
12:17, 16 NovROMA ZLR

(ANSA) - A Suécia, país da União Europeia mais permissivo no combate à pandemia do novo coronavírus, decidiu proibir pela primeira vez aglomerações de mais de oito pessoas em espaços públicos.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16) pelo primeiro-ministro Stefan Lofven, em meio à escalada dos casos de Sars-CoV-2 no país. Até agora, o limite para aglomerações variava de 50 a 300 pessoas, dependendo do tipo de evento.

Segundo Lofven, a medida valerá a partir de 24 de novembro e é "necessária" para achatar a curva de disseminação do vírus. A Suécia é um dos poucos países a não impor quarentena para conter o Sars-CoV-2, e seu governo defende que a vida siga de forma quase normal.

A ideia era que essa estratégia evitasse repiques da pandemia no fim do ano e pudesse até possibilitar uma precoce imunidade de rebanho, o que não aconteceu.

A Suécia tem 177.355 casos do novo coronavírus, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, e 6.164 mortes, mais do que a soma de seus três vizinhos de Escandinávia: Dinamarca (63.847 casos e 764 óbitos), Noruega (28.434 casos e 294 óbitos) e Finlândia (19.419 casos e 371 óbitos).

Com população de 10 milhões de pessoas, a Suécia também tem índices relativos piores que os de seus vizinhos: 1.742 contágios e 61 mortes para cada 100 mil habitantes. O país que mais se aproxima é a Dinamarca, com 1.101 casos e 13 óbitos para cada 100 mil habitantes.

A Suécia ainda tem a sétima maior mortalidade na União Europeia, atrás de Bélgica (126 óbitos/100 mil habitantes), Espanha (87/100 mil), Reino Unido (78/100 mil), Itália (75/100 mil) e França (64/100 mil).

Outro objetivo do governo sueco com uma postura mais permissiva era proteger sua economia, que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), deve cair 4,7% em 2020. A projeção é pior que as de Dinamarca (-4,5%), Finlândia (-4,0%) e Noruega (-2,8%), países que adotaram regras mais duras para combater a pandemia. (ANSA)

 

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