Massacre atribuído ao Boko Haram mata mais de 100 na Nigéria

Camponeses foram amarrados e degolados por terroristas

Enterro de vítimas de massacre em Borno, no norte da Nigéria
Enterro de vítimas de massacre em Borno, no norte da Nigéria (foto: EPA)
13:48, 29 NovABUJA ZLR

(ANSA) - Pelo menos 110 pessoas morreram em um massacre atribuído ao grupo terrorista Boko Haram no nordeste da Nigéria.

O balanço está em uma declaração do coordenador humanitário das Nações Unidas (ONU) no país africano, Edward Kallon. "Pelo menos 110 civis foram cruelmente assassinados e muitos outros ficaram feridos", disse.

Segundo Kallon, esse foi o atentado "mais violento" contra civis na Nigéria em 2020. O massacre ocorreu no vilarejo de Koshobe, situado perto da cidade de Maiduguri, capital do estado de Borno.

Essa região tem maioria muçulmana e é o principal foco de atuação do Boko Haram, que deseja implantar um regime fundamentalista islâmico no norte da Nigéria. De acordo com uma milícia pró-governo, os agressores amarraram camponeses e os degolaram. Também existe a suspeita de que dezenas de mulheres tenham sido sequestradas.

"O país inteiro foi ferido por esse ataque sem sentido", afirmou o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari. O Boko Haram pegou em armas em 2009 e, desde então, já matou mais de 20 mil pessoas no país.

No entanto, o grupo se tornou mundialmente conhecido em 2014, quando raptou quase 300 estudantes de uma escola em Chibok, muitas das quais continuam desaparecidas. (ANSA)

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