Agência Europeia de Medicamentos denuncia ataque cibernético

EMA é responsável por aprovação de remédios e vacinas na UE

EMA foi alvo de hackers nesta quarta-feira (09)
EMA foi alvo de hackers nesta quarta-feira (09) (foto: EPA)
17:44, 09 DezHAIA ZGT

(ANSA) - A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse nessa quarta-feira (09) que foi alvo de um ataque cibernético e que ainda estão sendo investigados se existiram danos ao sistema de informações.

O órgão é o responsável pela aprovação de remédios e vacinas e, atualmente, analisa dados de quatro imunizantes contra o coronavírus Sars-CoV-2: da Pfizer/BioNTech, da Universidade de Oxford/AstraZeneca, da norte-americana Moderna e da Janssen/Cilag, que pertence à Johnson & Johnson.

"A EMA não pode fornecer detalhes adicionais enquanto a investigação estiver em andamento. Mais informações serão disponibilizadas em momento oportuno", destacou um breve comunicado publicado pelos canais oficiais, ressaltando que o caso já está sendo investigado "em estreita colaboração" com órgãos de investigação e judiciais.

A multinacional americana Pfizer, por sua vez, anunciou nesta tarde que documentos relacionados à vacina contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech foram “ilegalmente acessados” e roubados durante ataque hacker.

“É importante ressaltar que nem o sistema BioNTech nem o da Pfizer foram violados em conexão com este incidente e não temos conhecimento de quaisquer dados pessoais dos participantes dos testes sendo acessados", afirmou a Pfizer.

Recentemente, um relatório da empresa IBM fez um alerta de que havia o risco de um ataque hacker à chamada "cadeia de refrigeração" das vacinas - desde a saída das imunizações das indústrias, seu transporte e a chegada aos hospitais e centros de vacinação. No documento, há a citação de que os hackers, através de um e-mail falso, dão detalhes também de agências aduaneiras da União Europeia.

Além disso, em julho desse ano, duas acusações de países ocidentais diziam que grupos de hackers da Rússia e da China estavam tentando roubar dados das pesquisas de vacinas e medicamentos anti-Covid-19 em andamento. (ANSA).
   

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