UE autoriza uso de vacina anti-Covid da Biontech/Pfizer

Medida foi tomada após recomendação da agência de medicamentos

Medida foi tomada após recomendação da agência de medicamentos (foto: ANSA)
07:22, 22 DezBRUXELAS ZCC

(ANSA) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta segunda-feira (21) a aprovação para a comercialização da vacina anti-Covid desenvolvida pelo laboratório alemão Biontech e pela multinacional americana Pfizer.

A decisão foi tomada após a agência de medicamentos da União Europeia recomendar o uso emergencial do imunizante. Os Estados-membros começarão a vacinação nos dias 27, 28 e 29 de dezembro, dependendo do país.

"Hoje, acrescentamos um capítulo importante a uma história de sucesso europeia. Aprovamos a primeira vacina segura e eficaz contra a Covid-19", declarou von der Leyen.

Segundo ela, "as doses da vacina estarão disponíveis para todos os países da União Europeia (UE), ao mesmo tempo, nas mesmas condições". Além disso, "em breve, chegarão mais imunizantes".

"Esta é uma ótima maneira de terminar este ano difícil e finalmente começar a seguir em frente", acrescentou a presidente da Comissão.

Com a aprovação, a vacina da Biontech/Pfizer se torna o primeiro imunizante autorizado em toda a UE. O aval segue uma recomendação científica positiva com base em uma avaliação completa de segurança, eficácia e qualidade feita pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A UE já garantiu a compra de 200 milhões de doses da vacina, mas com possibilidade de aumentar a cifra para 300 milhões. De acordo com os estudos clínicos, corroborados pela EMA, o imunizante tem eficácia de 95% na prevenção da Covid-19.

A decisão foi celebrada pelo primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte. "A vacina Biontech/Pfizer foi aprovada pela EMA e autorizada pela União Europeia. Uma notícia esplêndida. Esperávamos a chegada das vacinas até o final do ano. Em 27 de dezembro se inicia", escreveu Conte no Twitter.

Vacina -

O imunizante usa a inovadora tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), sequência genética sintética que codifica a proteína spike, espécie de "casca de espinhos" utilizada pelo coronavírus Sars-CoV-2 para atacar as células humanas.

Ao entrar no organismo, esse mRNA instrui as células a produzirem a proteína, que será reconhecida como agente invasor pelo sistema imunológico e combatida com anticorpos que, mais tarde, servirão para enfrentar uma eventual infecção pelo novo coronavírus.

Esse imunizante, no entanto, precisa ser mantido a -70°C para garantir sua eficácia de 95%. A Biontech e a Pfizer já informaram que trabalham em uma "segunda geração" da vacina que possa ser conservada em temperaturas normais de refrigeração. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA