Congresso dos EUA se reúne para certificar vitória de Biden

Vice-presidente dos EUA, Mike Pence (foto: EPA)
17:16, 06 JanNOVA YORK ZCC

(ANSA) - O Congresso dos Estados Unidos se reúne nesta quarta-feira (6) para a realizar a contagem e certificação dos votos do Colégio Eleitoral nas eleições do último dia 3 de novembro, as quais deram a vitória ao democrata Joe Biden.

A reunião é apenas um passo formal para a certificação do nome do vencedor, apesar de deputados e senadores poderem fazer objeções. Ela marca o fim oficial do processo eleitoral e nunca na história do país houve algum bloqueio do nome escolhido pelo Colégio Eleitoral - ainda mais quando o vencedor teve uma vitória tão exponencial de 306 a 232.

No entanto, neste ano, a situação é diferente porque Trump não admite a derrota e alega, sem apresentar provas, que a eleição foi roubada. O republicano, inclusive, está pressionando seu vice, Mike Pence, a não certificar a vitória de Biden.

A pressão é pública e está aumentando tanto nos comícios que Trump fez na Geórgia como através de sua conta no Twitter. 

Apesar disso, Pence insistiu que a "presidência pertence aos americanos" e que ele "não tem poder" para impedir uma certificação presidencial."Não creio que os fundadores quisessem conferir ao vice-presidente autoridade unilateral para decidir quais votos deveriam ser contados e quais não", afirmou Pence sobre a contagem dos votos.

Falando a apoiadores na Casa Branca, o atual presidente dos EUA, garantiu que não vai desistir e nunca concederá a vitória a Biden. “Vamos parar o roubo de votos. Teremos um presidente ilegítimo, não podemos permitir isso”, afirmou à uma multidão.

“Se Mike Pence fizer a coisa certa, ganhamos a eleição”, acrescentou Trump, atacando os republicanos que querem certificar a vitória de Biden e os classificando como “fracos”.

Enquanto isso, na sessão no Congresso, aliados de Trump se opõem à ratificação dos votos do colégio eleitoral do Arizona, depois da certificação em Alabama e Alasca. Quem está apresentando a oposição é o senador republicano Roy Blunt.

A expectativa é de que outras interrupções semelhantes ocorram durante a certificação dos votos de Geórgia e Pensilvânia.

Mais cedo, Biden, por sua vez, afirmou que, "passados os últimos quatro anos, depois das eleições, e após o processo de certificação, é hora de virar a página". "O povo americano está pedindo ação e unidade. Estou mais confiante de que nunca que possamos conseguir os dois", finalizou.

Ameaça -

As autoridades de segurança do Congresso dos Estados Unidos esvaziaram uma das alas do prédio principal, onde acontece a certificação da vitória eleitoral do democrata Joe Biden, após receber uma ameaça de bomba, informou a emissora Globo News. A sessão, no entanto, continua em andamento. (ANSA)

 

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