Trump pressiona Pence a não certificar vitória de Biden

Congresso se reúne nesta quarta para confirmar resultados

Pence está sob pressão de Trump para não reconhecer resultado do Colégio Eleitoral
Pence está sob pressão de Trump para não reconhecer resultado do Colégio Eleitoral (foto: EPA)
08:54, 06 JanWASHINGTON ZGT

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pressionando seu vice, Mike Pence, a não certificar a vitória do democrata Joe Biden nesta quarta-feira (06), data em que o Congresso se reúne para confirmar os resultados eleitorais do dia 3 de novembro.

A pressão é pública e vem aumentando tanto nos comícios que Trump fez na Geórgia como através de sua conta no Twitter.

"Se o vice-presidente Mike Pence vier ao nosso lado, nós vamos vencer a Presidência. Muitos estados querem cancelar o erro que cometeram ao certificar números incorretos e até mesmo fraudulentos em um processo não aprovado pelas legislaturas estaduais (o que deve ser feito). Mike pode mandar isso de volta", escreveu Trump em sua conta.

Novamente, o mandatário fez acusações que não foram comprovadas e que foram rejeitadas em mais de 50 tribunais do país - incluindo a Suprema Corte - de que houve fraudes no processo eleitoral de 3 de novembro. Além disso, a vitória do democrata Joe Biden, além de ser certificada por todos os estados, já foi confirmada pelo Colégio Eleitoral em dezembro.

Trump não aceita sua derrota nas urnas e é o primeiro na história moderna a não reconhecer a vitória do adversário. No entanto, segundo o jornal "The New York Times", Pence informou ao mandatário que "não tem poder" para impedir uma certificação presidencial.

A reunião do Congresso desta quarta-feira é apenas um passo formal para a certificação do nome do vencedor, apesar de deputados e senadores poderem fazer objeções. Ela marca o fim oficial do processo eleitoral e nunca na história do país houve algum bloqueio do nome escolhido pelo Colégio Eleitoral - ainda mais quando o vencedor teve um vitória tão grande de 306 a 232.

A sessão está marcada para começar às 13h (15h no horário de Brasília) sob a presidência de Pence. Alguns senadores informaram que podem abrir objeções sobre os estados acusados por Trump de fraudarem resultados: Wisconsin, Pensilvânia, Michigan, Geórgia, Arizona e Nevada.

Nesse caso, a reunião é interrompida e as duas Casas debatem o tema em, no máximo, duas horas. A reclamação só é acatada se houver concordância dos dois lados, o que é praticamente impossível de acontecer porque a Câmara dos Representantes é controlada pelos democratas. O dano maior que pode acontecer é apenas atrasar a certificação de Biden.

A posse presidencial de Biden e de sua vice, Kamala Harris, está marcada para 20 de janeiro. (ANSA).
   

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