Índia inicia megacampanha de vacinação contra Covid

País pretende imunizar 300 milhões de pessoas em seis meses

Vacinação contra Covid em hospital de Mumbai, na Índia
Vacinação contra Covid em hospital de Mumbai, na Índia (foto: EPA)
10:13, 16 JanROMA ZLR

(ANSA) - A Índia iniciou neste sábado (16) uma megacampanha de vacinação contra o novo coronavírus que prevê imunizar 300 milhões de pessoas, ou 22% da população nacional, até o fim de julho.

O programa de vacinação está sendo realizado em 3 mil centros espalhados por 700 distritos, com prioridade para trabalhadores da área da saúde. "Estamos lançando a maior campanha de vacinação e mostrando ao mundo nossa capacidade", disse o primeiro-ministro Narendra Modi em pronunciamento à nação.

Ashutosh Chaturvedi, enfermeiro de 31 anos de idade que trabalha no Hospital Max, de Nova Délhi, foi o primeiro a ser imunizado. Ele contou à rede britânica BBC que está na linha de frente contra a pandemia desde abril de 2020.

"Não vejo minha esposa e minha filha de nove meses desde então. Daqui a um mês, quando tiver recebido a segunda dose, vou visitar minha família", disse.

A campanha na Índia começou com duas vacinas: a Covishield, versão local do imunizante da Universidade de Oxford e da AstraZeneca, e a Covaxin, desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech.

Com 1,3 bilhão de habitantes, a Índia tem o segundo maior número de casos do novo coronavírus em números absolutos (10,54 milhões) e a terceira maior cifra de mortes confirmadas (152.093).

Brasil

O governo brasileiro tem um acordo para importar 2 milhões de doses da Covishield da Índia e planejava enviar um avião para buscar o carregamento neste fim de semana.

No entanto, segundo o presidente Jair Bolsonaro, a entrega das doses vai atrasar alguns dias, "até que o povo comece a ser vacinado lá".

"Lá também tem as pressões políticas de um lado e de outro. Isso daí, no meu entender, daqui a dois, três dias, no máximo, nosso avião vai partir e vai trazer esses 2 milhões de vacinas para cá", disse Bolsonaro à TV Bandeirantes.

Após a confirmação do atraso - a vacina de Oxford é a única adquirida pelo governo brasileiro -, o Ministério da Saúde requisitou a entrega "imediata" das 6 milhões de doses da Coronavac, do laboratório chinês Sinovac, importadas pelo Instituto Butantan.

A instituição respondeu que fará o repasse assim que o governo federal informar quantas doses poderão ficar em São Paulo. (ANSA) 

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