Biden firma ordens para eliminar 'política ruim' sobre migrantes

Entre elas, há meta para reunir famílias separadas na fronteira

Biden firmou três ordens executivas sobre a migração para os EUA
Biden firmou três ordens executivas sobre a migração para os EUA (foto: EPA)
07:34, 03 FevWASHINGTON ZGT

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, firmou três ordens executivas na noite desta terça-feira (02) sobre a questão da migração para o país. Elas revertem, em grande parte, as ações adotadas pelo governo de seu antecessor, Donald Trump.

Uma delas cria uma comissão para reunir as famílias separadas na fronteira com o México; outra quer enfrentar as "raízes" da migração ilegal para os EUA e restabelecer o sistema de direito ao solicitante de asilo; e a última para corrigir "as políticas danosas e contraproducentes" da administração precedente.

"Não estou criando novas leis. Estou eliminando políticas ruins, em especial, na imigração ao país", disse Biden pouco antes de assinar os documentos.

O escândalo da separação de crianças de seus pais estourou no país em 2018, depois de uma série de matérias que mostravam crianças com menos de 10 anos sozinhas em locais de acolhimento de migrantes ilegais. Muitas ficaram meses sem ver os genitores, algumas até hoje, porque eles estavam presos por entrar ilegalmente no país.

Segundo Biden, isso "é uma vergonha nacional" e seu governo quer garantir que essas crianças não fiquem mais órfãs e que os fatos não se repitam.

Já sobre a busca para enfrentar as causas da migração, o presidente quer negociar com governos de países da América Central - que é de onde partem a maior parte daqueles que tentam fazer a travessia ilegal - ajudas financeiras para que esses países evitem que as pessoas abandonem sua terra natal. A tática foi usada no período da presidência de Barack Obama, quando Biden era vice-presidente.

A última medida adotada fará uma revisão total das práticas adotadas por Trump, como o polêmico programa MPP, que fazia com que os solicitantes de asilo esperassem a resposta se poderiam ou não ser aceitos no país ainda enquanto estavam no México.

Esse foi o segundo anúncio de Biden sobre o tema, sendo que o primeiro, entre outros pontos, proibiu a deportação de estrangeiros nos seus 100 primeiros dias de governo e a ampliação das obras de construção do muro na fronteira com o México. (ANSA).
   

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