Reino Unido testará combinação das vacinas de Oxford e Pfizer

Estudo clínico deve durar pelo menos 13 meses

Banner do serviço de saúde pública do Reino Unido sobre vacinação anti-Covid
Banner do serviço de saúde pública do Reino Unido sobre vacinação anti-Covid (foto: EPA)
12:10, 04 FevROMA ZLR

(ANSA) - Começou no Reino Unido um estudo clínico para avaliar a eficácia da imunização contra o novo coronavírus com uma combinação de duas vacinas diferentes.

O ensaio é feito pelo Consórcio Nacional de Avaliação do Programa de Imunização e terá 800 voluntários com idade superior a 50 anos.

Os participantes receberão a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca seguida de uma dose do imunizante da Biontech/Pfizer, ou vice-versa - o prazo entre as duas aplicações será de quatro a 12 semanas.

O estudo vai durar 13 meses, mas os primeiros resultados podem ser divulgados já em junho deste ano. A ideia é ver se é possível ter mais flexibilidade na campanha de vacinação contra o Sars-CoV-2 e driblar potenciais interrupções no fornecimento por parte dos fabricantes.

Os dois imunizantes são baseados em técnicas diferentes: enquanto o de Oxford/AstraZeneca, mais tradicional, usa um adenovírus inativo contendo as instruções para a produção da proteína spike (espécie de coroa de espinhos do Sars-CoV-2), o da Biontech/Pfizer utiliza um RNA mensageiro (mRNA), sequência genética sintética que codifica a mesma proteína.

O ensaio clínico será financiado com 7 milhões de libras esterlinas (o equivalente a R$ 51,6 milhões pela cotação atual) pelo governo do Reino Unido, primeiro país ocidental a aprovar as duas vacinas. Por enquanto, não haverá nenhuma mudança no programa britânico de imunização.

Em entrevista à rádio BBC, o coordenador do estudo, professor Matthew Snape, da Universidade de Oxford, disse que testes em animais indicaram uma melhor resposta imunológica com a combinação das duas vacinas.

"Vai ser muito interessante ver se diferentes métodos podem levar a um reforço da resposta imunológica ou ao menos a uma resposta tão boa quanto o regime padrão de doses iguais", acrescentou. (ANSA)

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