África do Sul adia vacinação com imunizante de Oxford

Fórmula seria menos eficaz contra variante sul-africana

Ensaio clínico de vacina de Oxford na África do Sul
Ensaio clínico de vacina de Oxford na África do Sul (foto: EPA)
09:34, 08 FevJOHANESBURGO ZLR

(ANSA) - A África do Sul adiou o uso da vacina anti-Covid da Universidade de Oxford e da AstraZeneca após o surgimento de indícios de que o imunizante seria menos eficaz contra uma variante local do coronavírus Sars-CoV-2.

Segundo o ministro da Saúde do país africano, Zweli Mkhize, o governo vai aguardar novas informações para decidir como proceder em relação à vacina. "É um problema temporário", garantiu Mkhize no último domingo (7).

A África do Sul já recebeu 1 milhão de doses do imunizante e começaria a usá-lo em sua campanha de vacinação nesta semana. Segundo o governo, a população terá acesso nos próximos dias às fórmulas da Biontech/Pfizer e da Janssen.

Um estudo com 2 mil pessoas feito pelas universidades de Witwatersrand e Oxford mostrou que a vacina da AstraZeneca oferece "proteção mínima" contra casos leves e moderados provocados pela variante B.1.351 do Sars-CoV-2, detectada pela primeira vez na África do Sul.

Além disso, o ensaio clínico não conseguiu avaliar a eficácia contra casos graves, já que a idade média dos participantes é de 31 anos. A variante sul-africana contém uma mutação que torna o vírus mais contagioso, embora não necessariamente mais letal.

"Esses dados iniciais, que serão submetidos para revisão científica dos pares, parecem confirmar a observação teórica de que as mutações vistas na África do Sul permitirão a transmissão do vírus em populações vacinadas", diz um comunicado da Universidade de Witwatersrand. O estudo ainda não foi publicado na íntegra.

Também por meio de uma nota, a AstraZeneca disse que trabalha com o governo da África do Sul para avaliar a eficácia de sua vacina contra casos graves da variante B.1.351. A empresa também já anunciou que atua para adaptar seu imunizante contra a mutação sul-africana. (ANSA)

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