EUA retiram houthis iemenitas da lista de grupos terroristas

Medida foi tomada por 'questões humanitárias' no Iêmen

Houthis controlam diversos territórios no Iêmen e estão em guerra com governo desde o fim de 2014
Houthis controlam diversos territórios no Iêmen e estão em guerra com governo desde o fim de 2014 (foto: EPA)
13:38, 12 FevWASHINGTON ZGT

(ANSA) - O secretário norte-americano de Estado, Antony Blinken, publicou uma resolução nesta sexta-feira (12) em que revoga a decisão tomada por Donald Trump em 16 de janeiro e retira o grupo de rebeldes houthis da lista de organização terroristas internacionais.

"A decisão é um reconhecimento da terrível situação no Iêmen. Nós ouvimos os alertas das Nações Unidas, de grupos humanitários, e de membros bipartidários do Congresso, entre outros, que essa designação poder ter um impacto devastador no acesso do iemenitas à commodities básicas, como comida e combustível. As revogações têm o objetivo de garantir que as políticas relevantes dos EUA não impeçam a ajuda a aqueles que estão realmente sofrendo no que é chamado de a pior crise humanitária do mundo", diz a declaração assinada por Blinken.

O representante de Joe Biden afirma que espera que a medida tenha um impacto positivo no diálogo entre as partes e que a mudança mantém as sanções aplicadas contra os três líderes do grupo - Abdul Malik al-Houthi, Abd al-Khaliq Badr al-Din al-Houthi e Abdullah Yahya al-Hakim - por "ameaças à paz, segurança e estabilidade do Iêmen".

O comunicado ainda condena os ataques feitos por membros do grupo contra tropas norte-americanas e de aliados e diz que muitas dessas ações foram realizadas "com o apoio do Irã".

"Os Estados Unidos vão redobrar seus esforços, ao lado das Nações Unidas e de outros, para acabar com a guerra. Nós reafirmamos nossa forte crença que não há uma solução militar nesse conflito. Urge que todos as partes trabalhem em busca de uma solução política definitiva, que signifique o fim durável da crise humanitária que aflige a população do Iêmen", diz ainda Blinken.

No fim de 2014, o país entrou em um profunda guerra interna entre grupos favoráveis ao governo e os rebeldes houthis, que lutam por um governo próprio e dominam grandes áreas do território. No ano seguinte, uma coalizão militar saudita começou a atuar no Iêmen apoiando o governo local e atacando os rebelde.

O conflito já deixou mais de 10 mil mortos, em estimativa da ONU que é considerada bastante subestimada por conta da falta de comprovação em campo, e deslocou internamente mais de dois milhões de pessoas. (ANSA).
   

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