Militares que deram golpe em Myanmar acusam Suu Kyi de corrupção

É a 5ª acusação feita pela junta que tomou governo em fevereiro

Suu Kyi está presa desde 1º de fevereiro, dia do golpe militar
Suu Kyi está presa desde 1º de fevereiro, dia do golpe militar (foto: EPA)
13:36, 11 MarYANGON ZGT

(ANSA) - A junta militar que governa Myanmar desde que deu um golpe de Estado, em 1º de fevereiro, acusou a líder "de facto" do país, Aung San Suu Kyi, de corrupção por ter supostamente aceitado um pagamento ilegal de US$ 600 mil e mais de 11 quilos de ouro.

Segundo o porta-voz do Exército, Zaw Min Tun, "a comissão anticorrupção está investigando o caso". Essa é a quinta acusação que os militares fazem contra Suu Kyi, chamada de líder "de facto" porque não pode assumir a Presidência do país por ter filhos com um homem estrangeiro.

Nas anteriores, a Nobel da Paz de 1991 era acusada de três violações: da lei de comércio internacional por importar rádios de comunicação, da lei de comunicação e da lei de gestão de desastres ambientais por conta da pandemia de Covid-19, além de responder por incentivar os protestos pró-democracia de sua prisão domiciliar.

Suu Kyi, ao lado do presidente Win Myint, foi presa ainda em 1º de fevereiro sob alegação de fraude eleitoral por conta do pleito de 8 de dezembro. Naquele dia, os cidadãos deram uma vitória avassaladora para o partido dela, o Liga Nacional para a Democracia (NLD), que obteve mais de 70% dos votos.

No entanto, mesmo com a repressão dos golpistas, a população de Myanmar vai diariamente às ruas para protestar e exigir a retomada do processo democrático. Mais de 50 pessoas foram mortas pelos militares e policiais nas manifestações. (ANSA).
   

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