AstraZeneca confirma novo atraso em entrega de vacinas na UE

Empresa culpou "restrições a exportações", mas sem detalhar

AstraZeneca não tem conseguido cumprir cronograma de entregas na UE
AstraZeneca não tem conseguido cumprir cronograma de entregas na UE (foto: ANSA)
12:24, 13 MarLONDRES ZLR

(ANSA) - A multinacional anglo-sueca AstraZeneca confirmou neste sábado (13) um novo corte no fornecimento de sua vacina anti-Covid para a União Europeia, que já está em pé de guerra com a empresa por causa de seus recorrentes atrasos.

"Infelizmente, restrições a exportações vão reduzir as entregas no primeiro trimestre e também devem afetar no segundo trimestre", diz um comunicado da AstraZeneca citado pela agência AFP. A farmacêutica também citou problemas na cadeia de produção do imunizante.

A multinacional ainda planeja entregar 30 milhões de doses na UE até o fim do primeiro trimestre e 100 milhões até o fim de junho. No entanto, os atrasos na distribuição já fizeram a Itália, com apoio da Comissão Europeia, bloquear a exportação de 250 mil unidades para a Austrália.

Uma fonte da UE disse à ANSA que a AstraZeneca "não está fazendo de tudo" para honrar seus compromissos. "Analisamos todas as possíveis medidas cabíveis", acrescentou.

A vacina da companhia anglo-sueca já era cercada por certa desconfiança na UE por causa da decisão inicial de muitos países de não recomendá-la para idosos. Quando os Estados-membros começaram a derrubar essa restrição, veio um novo golpe.

Pelo menos nove nações da União Europeia suspenderam o uso de um lote específico do imunizante por causa de dois casos graves ligados a problemas de coagulação sanguínea na Áustria.

Bulgária e Dinamarca foram ainda mais longe e paralisaram a utilização de todos os lotes da AstraZeneca, embora a agência de medicamentos da UE e a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenham garantido que não há motivo para interromper a vacinação com essa fórmula.

Na Itália, o Ministério Público abriu até um inquérito por "homicídio culposo" (quando não há intenção de matar) após um militar ter morrido de parada cardíaca um dia depois de ter sido vacinado. Não há, até o momento, nenhum elemento que comprove ligação entre os dois eventos. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA