Boris Johnson diz que será vacinado com dose da AstraZeneca

Governo britânico estendeu programa de vacinação anti-Covid

Governo britânico estendeu programa de vacinação anti-Covid (foto: EPA)
16:16, 17 MarLONDRES ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou nesta quarta-feira (17) que será vacinado em breve contra a Covid-19, "certamente" com o imunizante desenvolvido pela multinacional anglo-sueca AstraZeneca.

A declaração foi dada durante debate semanal no Parlamento após o governo britânico decidir estender o programa de vacinação a todos os cidadãos com mais de 50 anos.

"A melhor coisa que posso dizer sobre o programa de vacinação da Oxford/AstraZeneca é que finalmente recebi a notícia de que terei minha injeção...muito, muito em breve. Certamente será Oxford/AstraZeneca que receberei", afirmou.

Os comentários surgiram após o premiê, de 56 anos, ser questionado sobre a necessidade de tranquilizar os britânicos, depois de diversos países europeus suspenderem temporariamente o uso da vacina devido ao surgimento de casos graves de coagulação sanguínea em indivíduos recém-vacinados.

No entanto, o governo britânico, que financiou o desenvolvimento do imunizante pelo laboratório anglo-sueco, está se esforçando nos últimos dias para minimizar as preocupações relacionadas ao medicamento. As autoridades sanitárias, inclusive, garantiram que não há evidências de uma relação entre a vacina e os relatos de eventos graves.

A vacina é uma das duas, ao lado do imunizante da Pfizer/BioNTech, que está sendo administrada atualmente na campanha de vacinação em larga escala no Reino Unido, que já aplicou a primeira dose em quase 24,5 milhões de pessoas e as duas doses em 1,6 milhão.

Em seu discurso no Parlamento, Johnson ressaltou mais uma vez o resultado alcançado pelo país durante a campanha de imunização, com um número recorde de administrações na Europa até agora, e voltou a lamentar o pico de vítimas registrado desde o início da pandemia, à margem do primeiro aniversário da explosão da emergência sanitária no Reino Unido.

Além disso, o premiê britânico confirmou sua vontade de abrir uma investigação independente sobre o que aconteceu e os possíveis erros para poder tirar as lições necessárias. Até agora, o país acumula mais de 126 mil mortes e 4,2 milhões de casos da Covid-19. (ANSA)

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