Após sanções, China convoca embaixadores da UE e do Reino Unido

Embaixada da China em Haia, nos Países Baixos
Embaixada da China em Haia, nos Países Baixos (foto: EPA)
14:38, 23 MarPEQUIM ZLR

(ANSA) - A China convocou nesta terça-feira (23) os embaixadores da União Europeia, Nicolas Chapuis, e do Reino Unido, Caroline Wilson, para protestar contra sanções impostas em função de violações dos direitos humanos na província de Xinjiang.

As medidas contra dirigentes chineses foram coordenadas com Estados Unidos e Canadá e miram as perseguições contra a minoria uigure. O governo do país asiático é acusado de internar centenas de milhares de muçulmanos em campos de trabalho forçado e de cometer um genocídio cultural contra os uigures.

O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Qin Gang, afirmou a Chapuis que a União Europeia precisa "corrigir os erros antes que eles causem mais danos às relações bilaterais". Além disso, ele disse a Wilson que Pequim reagirá com "respostas necessárias e legítimas" ao Reino Unido.

Em coletiva de imprensa com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, salientou nesta terça que a "era da interferência arbitrária nos assuntos internos" do país "terminou e não voltará mais".

Também nesta terça, diversos países da UE, como Alemanha, Bélgica, Dinamarca e França, convocaram os embaixadores chineses em suas capitais para protestar contra sanções de retaliação impostas por Pequim.

Ao todo, a China sancionou 10 pessoas e quatro entidades dos Estados-membros da União Europeia. Entre os alvos estão os eurodeputados Reinhard Butikofer e Michael Gahler, da Alemanha; Raphael Glucksmann, da França; Ilhan Kyuchyuk, da Bulgária; e Miriam Lexmann, da Eslováquia. (ANSA)

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