Policiais atiram em funeral de vítima de protestos em Myanmar

Ação dentro de hospital também foi registrada em Yangon

Protestos por democracia são realizados desde o início de fevereiro após golpe de Estado
Protestos por democracia são realizados desde o início de fevereiro após golpe de Estado (foto: EPA)
10:13, 29 MarROMA ZGT

(ANSA) - A repressão aos manifestantes que protestam por democracia em Myanmar não cessa e, neste domingo (28), mais episódios de violência foram registrados em diversas cidades do país.

Segundo informa a mídia local, um grupo de policiais abriu fogo contra os participantes de um funeral de uma vítima dos protestos contra o golpe de Estado. Os presentes conseguiram fugir e apenas alguns ferimentos foram registrados entre as pessoas.

O homem era um dos 114 civis mortos durante os protestos deste sábado (27), o dia mais violento desde o início dos atos pró-democracia no início de fevereiro. Já são quase 500 mortes ao todo.

Em Yangon, outro episódio de violência. As forças de segurança entraram atirando no hospital Asia Royal por volta da 1h (hora local). Ao menos um funcionário ficou ferido.

Em Mandalay, também durante a madrugada, um homem foi queimado vivo durante os protestos. Os moradores relataram ao portal "Myanmar Now" que ele foi colocado no meio de pneus, usados pelos cidadãos para fazer barricadas.

Porém, apesar da altíssima repressão, os cidadãos voltaram às ruas neste domingo para pedir a retomada da democracia e a libertação dos principais líderes políticos de Myanmar: Aung San Suu Kyi e Win Myint.

Por conta da violência, os chefes das Forças Armadas de 11 países emitiram uma nota em que condenam os atitudes das autoridades e pedem respeito aos civis - que vem sendo reprimidos com uso de força letal.

"Condenamos o uso letal da força contra pessoas desarmadas. Um militar profissional segue padrões internacionais de conduta e é responsável pela proteção, não em fazer mal para as pessoas que é convocado a proteger. Solicitamos que as forças armadas de Myanmar cessem a violência e trabalhem para retomar o respeito e a credibilidade que perderam durante as ações", diz o documento.

A carta foi assinada pelos representantes da Austrália, Canadá, Alemanha, Grécia, Itália, Japão, Dinamarca, Países Baixos, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. (ANSA).
   

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