EUA analisam criação de 'passaporte sanitário', diz jornal

Até o momento, apenas o estado de NY adotou um app do tipo

Governo dos EUA quer documento para mostrar quem foi vacinado contra Covid
Governo dos EUA quer documento para mostrar quem foi vacinado contra Covid (foto: EPA)
08:27, 29 MarNOVA YORK ZGT

(ANSA) - O governo dos Estados Unidos está estudando a implementação de um "passaporte sanitário" para os norte-americanos que forem vacinados contra a Covid-19, informou o jornal "The Washington Post" neste domingo (28).

Segundo fontes consultadas pelo periódico, a administração de Joe Biden está avaliando, ao menos, 17 projetos do tipo. A ideia é que o certificado seja gratuito e de fácil acesso tanto de maneira online, com o uso de QR Code, como física, de fácil impressão.

Recentemente, uma série de empresas do setor de turismo e de eventos culturais e esportivos enviaram uma carta para Washington pedindo uma medida do tipo para conseguir retomar suas atividades com uma capacidade próxima do "normal" antes da pandemia.

O jornal ainda ressalta que um dos maiores entraves para nada ter sido anunciado de maneira oficial até o momento é o fato que o governo não quer passar a impressão de que a vacinação é obrigatória - um assunto bastante delicado dentro dos Estados Unidos -, além de questões de privacidade de dados pessoais.

No sábado (27), o estado de Nova York foi o primeiro do país a lançar oficialmente um aplicativo do tipo. O Excelsior Pass também funciona através de um QR Code tanto de maneira online ou impressa e o usuário libera as informações que deseja e para quais tipos de empresas. No estado, o app quer fazer com que o setor cultural retome as atividades o mais rápido possível.

Já a União Europeia informou neste domingo que o seu "passaporte sanitário" será lançado no dia 15 de junho. Nesse caso, o objetivo é permitir viagens entre os países do bloco. A China também já lançou um app do tipo para viagens internacionais.

Nos três modelos os dados incluem informações sobre a vacina tomada ou sobre o último resultado negativo para o teste que detecta o coronavírus Sars-CoV-2. No caso dos europeus, a meta é ainda permitir que quem já contraiu a doença e apresente anticorpos também possa viajar. (ANSA).
   

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