China comete 'genocídio' contra uigures, diz governo Biden

Fala está em relatório sobre direitos humanos no mundo em 2020

Blinken assinou relatório que cita perseguição às minorias
Blinken assinou relatório que cita perseguição às minorias (foto: EPA)
13:06, 31 MarSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - Pela primeira vez, o governo de Joe Biden acusou formalmente a China de cometer um "genocídio" contra a minoria muçulmana uigur em Xinjiang. A declaração foi assinada pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e consta no Relatório sobre Práticas dos Direitos Humanos publicado nesta terça-feira (30).

"Na China, as autoridades governamentais cometeram um genocídio contra os uigures, que são predominantemente muçulmanos, e crimes contra a humanidade incluindo aprisionamento, tortura, esterilização forçada e perseguição contra os uigures e membros de outras minorias étnicas e religiosas", diz o prefácio assinado por Blinken.

O termo foi usado pela primeira vez pelo governo norte-americano em 19 de janeiro. Porém, à época, quem fez a citação foi o ex-secretário de Estado Mike Pompeo, ainda na gestão de Donald Trump, a poucas horas da posse de Biden como presidente.

Até então, o governo do democrata usava termos mais amenos e dizia que estava acompanhando a situação.

O termo voltou à tona no início do mês de março após diversas matérias da mídia britânica, com base em um estudo feito pela Universidade de Nankai, acusarem o governo chinês de provocar um "genocídio cultural" por conta dos "programas de trabalhos forçados e os protocolos de transferência de locais de trabalho" dos uigures.

A China sempre negou a perseguição aos uigures que moram na província de Xinjiang e disse que tudo não passa de uma "mentira" inventada por ONGs e por governos internacionais para atacar Pequim.

Resposta -

O governo chinês reagiu nesta quarta-feira (31) à acusação de que o governo comete "genocídio".

Segundo uma das porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, a acusação "é uma grande mentira que viola o direito internacional". Para a representante, o governo norte-americano "fabrica uma mentira atrás da outra, muitas ultrajantes como aquelas relativas ao genocídio e ao trabalho forçado". "Isso é um verdadeiro absurdo", acrescentou. (ANSA).

   

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