Rússia responde sanções e expulsará 10 diplomatas americanos

Medida é resposta à decisão do governo de Joe Biden

Lavrov anunciou medidas de resposta aos EUA em coletiva de imprensa
Lavrov anunciou medidas de resposta aos EUA em coletiva de imprensa (foto: EPA)
15:45, 16 AbrMOSCOU ZGT

(ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou nesta sexta-feira (16) que o governo publicará ainda hoje uma série de sanções contra os Estados Unidos equivalentes às aplicadas pelo governo de Joe Biden. Entre elas, está a expulsão de 10 diplomatas.

"Dez diplomatas estão em uma lista que os EUA enviaram para nós pedindo garantia de que eles deixarão os Estados Unidos. Nós vamos dar a mesma resposta a isso. Nós também vamos pedir para que dez diplomatas deixem o nosso país", disse Lavrov em coletiva de imprensa repercutida pelas agências Tass e Ria Novosti.

Pouco após o anúncio de Lavrov, o Ministério publicou que o secretário da Justiça, Merrick Garland, o chefe do FBI, Christopher Wray, a conselheira para Assuntos Internos, Susan Rice, o secretário de Segurança Nacional, Alejandro Mayorkas, e o chefe da Inteligência, Avril Haines, estão entre os afetados pelas sanções.

Todos serão impedidos de entrar no território russo porque, segundo Moscou, são os protagonistas da “campanha contra a Rússia”.

Ainda conforme Lavrov, Moscou proibirá a contratação de cidadãos norte-americanos para trabalhar em missões estrangeiras da Rússia, criando uma paridade com as práticas adotadas por Washington e que causam "viagens ilimitadas e não controladas".

No entanto, o ministro reconheceu que o país não tem como responder na mesma intensidade as sanções que afetam diretamente a dívida pública russa, mas que o impacto dessas medidas serão cobertos pelo Ministério da Economia.

Nesta quinta-feira (15), o governo Biden anunciou uma série de sanções que atingem 32 pessoas e organizações russas, além da expulsão dos diplomatas. A ordem executiva proíbe ainda que instituições financeiras norte-americanas comprem títulos de dívidas emitidos pela Rússia depois de 14 de junho.

A motivação para a punição foi porque Washington culpou Moscou por fazer um ataque contra as eleições norte-americanas de novembro do ano passado.

A Inteligência norte-americana ainda culpou o Serviço de Inteligência Estrangeiro de Moscou (SVR) de ter realizado um grande ataque hacker envolvendo a empresa SolarWinds, que fornece um software para empresas e organizações públicas gerenciarem suas redes de computadores. (ANSA).
   

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