UE não deve mais comprar vacinas da AZ, diz ministra francesa

Bloco deve focar apenas nos imunizantes de RNA mensageiro

Vacina da AstraZeneca não deve mais ser usada na UE
Vacina da AstraZeneca não deve mais ser usada na UE (foto: ANSA)
12:55, 16 AbrPARIS ZGT

(ANSA) - A ministra da Indústria da França, Agnès Pannier-Runacher, afirmou nesta sexta-feira (16) que é "muito provável" que a União Europeia não compre mais as vacinas anti-Covid da AstraZeneca e da Universidade de Oxford nem da Johnson & Johnson.

Em entrevista à "BFMTV-RMC", Pannier-Runacher destacou que a decisão "ainda não foi tomada", mas que pode dizer que as conversas para novos contratos "não foram iniciadas" com as duas farmacêuticas, diferentemente do que ocorre com a Pfizer/BioNTech e com a Moderna.

A fala da ministra francesa corrobora com o que fontes da União Europeia relataram nesta semana. O foco dos novos contratos serão as vacinas de RNA mensageiro (mRNA) que, apesar de mais caras do que as que são produzidas com métodos tradicionais (vírus inativado ou recombinante), não apresentaram reações adversas e, principalmente, não atrasaram as entregas dos lotes para o bloco europeu.

"Hoje temos um portfólio de vacinas de RNA mensageiro que funcionam muito bem e têm poucos efeitos colaterais. Vamos ter novas vacinas, se tudo for bem, com a Novavax e a Sanofi, que são vacinas de proteínas recombinantes [...] que têm muitos resultados bons e chegarão no segundo semestre", acrescentou Pannier-Runacher.

Os imunizantes da J&J, que são produzidos pela Janssen-Cilag, e a Vaxzevria apresentam baixíssimos índices de coágulos sanguíneos (cerca de 0,0003% dos vacinados) que podem estar relacionados à aplicação das doses. Porém, como não é possível determinar que são as vacinas que provocam isso, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) continua a orientar a aplicação sem restrições assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta quinta-feira (15), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que o bloco está negociando a compra de 1,8 bilhão de novas doses da Cominarty para o período entre 2021-2023. (ANSA).
   

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