Biden revoga decreto de Trump para banir TikTok e WeChat nos EUA

Decisão foi anunciada pela Casa Branca nesta quarta (9)

Biden revoga decreto de Trump para banir TikTok e WeChat nos EUA
Biden revoga decreto de Trump para banir TikTok e WeChat nos EUA (foto: EPA)
18:22, 09 JunNOVA YORK ZCC

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, revogou nesta quarta-feira (9) ordens executivas assinadas durante o governo de Donald Trump que determinavam o bloqueio dos aplicativos chineses TikTok e WeChat no país.

Segundo comunicado da Casa Branca, a nova medida prevê uma revisão dos aplicativos de software controlados por entidades estrangeiras para avaliar os riscos em termos de segurança, em vez de proibi-los.

Desta forma, o Departamento de Comércio será responsável por analisar os aplicativos "pertencentes, controlados ou sujeitos à jurisdição de um adversário estrangeiro, incluindo a China, que possam representar um risco inaceitável para a segurança nacional dos Estados Unidos e do povo americano".

A nova ordem substitui uma série de decisões de Trump que haviam sido tomadas no ano passado e que ameaçavam bloquear os aplicativos chineses. As restrições ao TikTok e ao WeChat só não foram impostas em 2020 devido às decisões judiciais favoráveis às redes sociais.

A preocupação do governo republicano era que empresas, como a ByteDance, dona do TikTok, pudessem ter acesso a informações sobre cidadãos americanos e, eventualmente, sobre membros do Congresso para compartilhar os dados com Pequim. A ByteDance, por sua vez, nega a acusação.

O popular aplicativo de compartilhamento de vídeos tem quase um bilhão de usuários em todo o mundo, sendo muito popular entre os jovens. Como condição para permanecer funcionando nos EUA, Trump chegou a ordenar a venda do aplicativo para uma empresa americana.

Microsoft, Oracle e a rede de Supermercados Walmart estavam entre os possíveis compradores da plataforma, mas as negociações foram paralisadas com a eleição de Biden.

Com a nova decisão do governo democrata, as autoridades americanas terão que desenvolver diretrizes "para proteger os dados pessoais sensíveis incluindo a informação de identificação pessoal e as informações genéticas" de mau uso. (ANSA)

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