EUA confirmam doação de 500 milhões de vacinas a países pobres

Brasil não faz parte da lista de beneficiados

Governo Biden vai comprar 500 milhões de vacinas para doação
Governo Biden vai comprar 500 milhões de vacinas para doação (foto: EPA)
09:57, 10 JunSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A Casa Branca confirmou nesta quinta-feira (10) que os Estados Unidos vão comprar meio bilhão de doses de vacinas do consórcio Biontech/Pfizer para doá-las a 92 países de baixa e média renda e à União Africana.

O Brasil não faz parte da lista, que é formada predominantemente por nações da África e da Ásia, incluindo a Coreia do Norte e a Síria. As Américas do Sul e Central estão representadas na relação por Bolívia, Dominica, El Salvador, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Nicarágua, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

"Hoje o presidente Biden vai anunciar que o governo dos EUA vai comprar meio bilhão de doses da vacina de Covid-19 da Pfizer/Biontech e doá-las para 92 países de baixa e média renda", diz um comunicado da Casa Branca.

A lista foi definida com base em critérios estabelecidos pela aliança Gavi, instituição ligada à Fundação Bill e Melinda Gates e que contribui para o mecanismo Covax Facility.

"As vacinas começarão a ser enviadas em agosto de 2021. 200 milhões de doses serão entregues até o fim deste ano, e as 300 milhões restantes serão entregues na primeira metade de 2022", acrescenta o governo americano.

Os imunizantes serão produzidos em quatro fábricas da Pfizer nos EUA: Kalamazoo (Michigan), McPherson (Kansas), Chesterfield (Missouri) e Andover (Massachusetts).

"Dezenas de milhões de americanos se beneficiaram dessas vacinas seguras e eficazes, e essa doação histórica vai levar os benefícios salva-vidas dessas vacinas para algumas das populações mais vulneráveis do mundo", ressalta o comunicado.

No início de junho, o governo Biden já havia anunciado a doação de 80 milhões de doses do estoque dos EUA por meio da Covax Facility. Até o momento, 64% dos habitantes adultos do país já tomaram pelo menos uma dose de vacinas anti-Covid.

"O presidente Biden deixou claro que fronteiras não podem conter essa pandemia e prometeu que nossa nação será um arsenal de vacinas. Esse passo histórico protege a saúde do povo americano e de povos em todo o mundo que vão se beneficiar dessas vacinas", afirma a Casa Branca.

Em maio passado, Biden já tinha defendido a quebra temporária de patentes de imunizantes contra o novo coronavírus para acelerar sua distribuição pelo mundo, mas a ideia encontra resistência na União Europeia. (ANSA)

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