Reunião entre Putin e Biden deve durar até 5 horas

Líderes não darão coletiva de imprensa conjunta pós-encontro

Encontro entre Putin e Biden não terá tradicional coletiva de imprensa conjunta [imagem de arquivo]
Encontro entre Putin e Biden não terá tradicional coletiva de imprensa conjunta [imagem de arquivo] (foto: ANSA)
14:32, 15 JunMOSCOU ZGT

(ANSA) - A reunião entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quarta-feira (16), em Genebra, na Suíça, deve durar até cinco horas, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, nesta terça-feira (15).

"Elas [conversas] devem durar de quatro a cinco horas, incluindo as pausas e mudanças de formato", disse Peskov à agência estatal de notícias Tass. O encontro está previsto para começar às 13h (8h no horário de Brasília) e deve ser dividido em partes, com a troca de ministros conforme os assuntos forem sendo debatidos.

Ainda à Tass, o conselheiro do Kremlin para Assuntos Exteriores, Yuri Ushakov, informou que os dois presidentes não darão uma coletiva de imprensa conjunta após a reunião, como acontece comumente em encontros políticos do tipo.

"Durante os preparativos, o acordo para fazermos uma coletiva conjunta não foi firmado. E é assim que esse encontro se difere dos outros. Lembrem-se que em Helsinki houve uma coletiva de imprensa conjunta com Donald Trump, e que foi memorável", citou Ushakov relembrando o encontro entre os dois chefes de Estado em julho de 2018.

No entanto, ele confirmou que Putin dará a entrevista "assim que as negociações russo-americanas acabarem". "A hora que Biden fará sua coletiva de imprensa é desconhecida para nós".

A informação de que serão coletivas separadas também foi confirmada por Peskov, que disse que "o lado dos EUA expressou o desejo de não fazer uma coletiva conjunta".

O encontro entre Putin e Biden deve ser marcado por tensão, já que desde que assumiu a Presidência, em janeiro deste ano, o democrata vem acusando os russos de estarem por trás de ataques hackers contra grandes empresas e órgãos públicos norte-americanos, além de ter classificado o presidente russo de "assassino". (ANSA).
   

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