Lukashenko acusa Alemanha de 'ato nazista' ao apoiar sanções da UE

País foi alvo de um 4º pacote de punições econômicas

Sanções contra Belarus foram anunciadas após reunião entre chanceleres da UE
Sanções contra Belarus foram anunciadas após reunião entre chanceleres da UE (foto: EPA)
18:11, 22 JunMOSCOU ZCC

(ANSA) - O presidente da Belarus, Aleksandr Lukashenko, acusou nesta terça-feira (22) a Alemanha de realizar "um ato de nazismo", um dia após a União Europeia (UE) aprovar o quarto pacote de sanções econômicas contra o país, que inclui punições a 78 pessoas e oito empresas.

"Não esperávamos que a Alemanha participasse dessa conspiração coletiva também", afirmou Lukashenko, durante a comemoração do 80º aniversário do início da invasão nazista da União Soviética.

A decisão tomada pelos ministros das Relações Exteriores dos 27 países-membros do bloco afeta empresários ligados ao governo, familiares de Lukashenko, militares de alto escalão e juízes.

Além disso, as sanções incluem o congelamento de bens nos países-membros e proibições de viagens para a UE. Já as empresas serão afetadas em seus serviços financeiros, bem como na exportação de potássio, com restrições também ao setor energético.

"Não esperávamos isso daqueles cujos ancestrais mataram um em cada três bielorrussos", finalizou o líder da Belarus.

Segundo Lukashenko, os europeus aprovaram sanções contra seu povo e as empresas do país na noite de 22 de junho, uma data um pouco simbólica.

"Já se passaram 80 anos e agora há uma nova guerra? Ontem, a União Europeia, mas também os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá decidiram alvejar dezenas de personalidades e empresas ligadas ao poder na Belarus, como uma nova medida de retaliação à aterrissagem forçada de um voo regular da Ryanair para prender um dissidente", lembrou ele.

Por fim, Lukashenko rebateu o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, que havia explicado que estas medidas afetarão maciçamente o país e as receitas do Estado.

"Tenho muita vontade de perguntar ao senhor Maas, quem é você? Um alemão arrependido ou um herdeiro dos nazistas?, concluiu o presidente da Belarus. (ANSA)

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