Mais 182 covas são descobertas em antigo internato no Canadá

Foto histórica de 1929 do arquivo da província de Saskatchewan
Foto histórica de 1929 do arquivo da província de Saskatchewan (foto: ANSA)
21:00, 30 JunOTTAWA ZCC

(ANSA) - Uma organização indígena do Canadá informou nesta quarta-feira (30) ter encontrado mais 182 sepulturas não identificadas em um terreno próximo de um terceiro internato católico na província de Colúmbia Britânica.

As covas foram descobertas na antiga residência escolar da St.Eugene Mission School, na província canadense, anunciou o grupo Lower Kootenay, uma tribo da região homônima.

De acordo com a tribo, as sepulturas sem nomes abrigam os restos mortais de muitas crianças nativas entre 7 e 15 anos, que foram arrancadas de suas famílias.

Os especialistas usaram equipamentos de radar de penetração no solo para localizar "cemitérios escondidos. Até o momento, pelo menos 1.148 valas já foram localizadas em instituições de ensino do governo canadense para alunos indígenas, administradas pela Igreja Católica.

O grupo Lower Kootenay conduziu uma pesquisa em Cranbrook, onde a Igreja Católica dirigiu uma escola em nome do governo federal de 1912 até o início dos anos 1970.

No fim de maio, o Canadá foi chacoalhado pela descoberta de uma vala comum com os restos mortais de 215 crianças em um antigo internato na Colúmbia Britânica. Menos de um mês depois indígenas descobriram mais 751 sepulturas sem identificação, a maioria de crianças, em outro ex-colégio, desta vez na província de Saskatchewan.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, classificou esses episódios como "uma vergonhosa lembrança do racismo sistêmico" e se desculpou pela "política governamental prejudicial" destinada a assimilar a cultura nativa.

O Vaticano, por sua vez, nunca se desculpou pelo tratamento dispensado a crianças indígenas. No entanto, o papa Francisco receberá em dezembro deste ano uma delegação de povos indígenas do Canadá, com o objetivo de "favorecer encontros de diálogo e cura". (ANSA)

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