Onda de mau tempo mata mais de 100 pessoas na Alemanha

Há ainda 15 vítimas na Bélgica e danos também nos Países Baixos

Fortes chuvas levaram destruição para várias cidades alemãs (foto: EPA)
11:23, 16 JulBERLIM ZGT

(ANSA) - A forte onda de mau tempo que atinge a Alemanha já deixou 103 mortos e cerca de 1,3 mil pessoas desaparecidas desde a noite de quarta-feira (14), informam as autoridades locais. As vítimas estão em cidades dos estados da Renânia-Palatinado e Nordrhein-Vestfália.

Há ainda buscas por sobreviventes após um grande deslizamento ocorrido em Erftstadt-Blessem, que arrastou casas e carros que estavam no caminho.

Sobre os mais de mil desaparecidos, as autoridades oficiais alertam que por conta das fortes chuvas, há muitos problemas no funcionamento da rede de telefonia móvel e que grande parte das pessoas fugiu de áreas afetadas sem levar seus celulares. No entanto, eles pedem que os cidadãos busquem áreas seguras indicada pelas equipes de resgate.

Nos Estados Unidos, a chanceler Angela Merkel destacou que "teme" que a "real fotografia dessa tragédia só será vista nos próximos dias". "O governo não deixará vocês sozinhos nesse momento terrível e difícil", acrescentou.

Já o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, ressaltou que "na hora da emergência, o país está unido" e que o governo não medirá esforços para ajudar as pessoas afetadas pela tragédia.

O ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, alertou que "ninguém pode duvidar que essa catástrofe é fruto das mudanças climáticas". "Uma inundação com tantas vítimas assim e desaparecidos, eu nunca vi. Precisamos dar maior impulso às políticas ambientais", afirmou Hofester ao jornal "Der Spiegel".

Outros países

Também muito afetada pela onda de mau tempo, a Bélgica contabiliza ao menos 18 mortes e 19 desaparecidos.

A área mais afetada é Liège que, além dos danos diretos aos moradores, está com o transporte de trens paralisado desde o dia 14. Mais de 21 mil moradores estão sem energia elétrica no sul do país.

O primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, afirmou que o próximo dia 20 de julho será de luto nacional pelas vítimas da "catástrofe".

"Uma devastação, uma catástrofe. Essas inundações estão entre as piores que o nosso país já viveu. É uma situação sem precedentes. A situação continua crítica e nós ficamos todos tocados pelo que está acontecendo", afirmou.

Já nos Países Baixos, 550 famílias foram retiradas de suas casas em Roermond e levadas para abrigos seguros. O nível da água no rio que corta a cidade está muito acima do normal. Danos materiais também foram registrados na França e Luxemburgo. (ANSA).
   

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