Empresa de Israel espionou jornalistas e ativistas, mostra grupo

Software foi vendido para diversos 'governos autoritários'

Jornalistas de mais de 50 países foram espionados por 'governos autoritários'
Jornalistas de mais de 50 países foram espionados por 'governos autoritários' (foto: ANSA)
19:34, 19 JulNOVA YORK ZGT

(ANSA) - A empresa israelense NSO Group foi acusada de fornecer um software de espionagem de celulares para diversos governos "autoritários" ao redor do mundo, denunciou uma investigação internacional feita por um consórcio de imprensa neste domingo (19).

Cerca de 50 mil números de telefones de ativistas, jornalistas, políticos e executivos de empresas globais foram vazados em uma lista da qual os jornais tiveram acesso. Entre os líderes da investigação, estão o "The Washington Post", "The Guardian" e "Le Monde".

Os dados foram captados pelo sistema Pegasus, que havia sido criado para permitir que governos conseguissem rastrear e seguir terroristas e criminosos. No entanto, o uso do software foi desvirtuado e foi utilizado, inclusive, para seguir pessoas próximas ao jornalista Jamal Khashoggi, morto em 2018 por assassinos sauditas na Turquia.

Entre os países citados, estão os Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Arábia Saudita e há suspeitas que o governo húngaro também tenha utilizado.

Até o momento, os jornalistas conseguiram identificar os números de mil pessoas que estão espalhadas em 50 países, sendo que a maior parte delas está concentrada em apenas 10 nações: Arábia Saudita, Azerbaijão, Bahrein, Cazaquistão, EAU, Índia, Hungria, Marrocos, México e Ruanda.

Ainda conforme a investigação, um dos números identificados é de um jornalista mexicano especializado em reportagens sobre o crime organizado, como no caso do desdobramento da Lava Jato no país. Ele foi assassinado e o celular nunca foi encontrado. (ANSA).
   

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA