EUA e Alemanha fecham acordo sobre polêmico gasoduto russo

Merkel e Biden haviam discordado sobre tema durante reunião

Merkel e Biden se reuniram recentemente e discordaram sobre tema
Merkel e Biden se reuniram recentemente e discordaram sobre tema (foto: EPA)
08:35, 22 JulWASHINGTON ZCC

(ANSA) - Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (21) que chegaram a um acordo com a Alemanha sobre o polêmico gasoduto Nord Stream 2, que ligará Berlim à Rússia ao longo do Mar Báltico e duplicará a capacidade de exportações do produto russo à Europa.

O comunicado conjunto informa que Berlim se comprometeu a responder qualquer tentativa de Moscou de usar o gasoduto como arma contra a Ucrânia ou outro país no leste europeu.

Segundo a Casa Branca, "os EUA e a Alemanha estão unidos em sua determinação de responsabilizar a Rússia por quaisquer agressões e atividade maliciosas por meio da imposição de custos via sanções e outros instrumentos".

A declaração conjunta explica ainda que, se a Rússia tentar "usar a energia como arma ou cometer mais atos de agressão contra a Ucrânia", a Alemanha adotará medidas e pressionará por ações na União Europeia, incluindo sanções, "para limitar a capacidade de exportação da Rússia para a Europa no setor de energia".

O acordo foi firmado após a chanceler Angela Merkel e o presidente Joe Biden discordarem sobre o tema. A alemã sempre defendeu o uso do equipamento, que está praticamente pronto e que teve um investimento bilionário, mas o americano ressaltava que tem temores sobre uma possível dependência dos europeus do gás russo.

Apesar disso, o tratado ressalta que o compromisso entre ambos os países tem o objetivo de "assegurar que a Rússia não fará mau uso de qualquer gasoduto, incluindo o Nord Stream 2, para alcançar fins políticos agressivos pelo uso da energia como arma".

O governo de Vladimir Putin, por sua vez, informou que nunca usaria o equipamento de energia como ferramenta de coerção política.

Hoje, os chanceleres ucranianos e poloneses declararam que o polêmico gasoduto gerou novas "ameaças políticas, militares e energéticas" para a Ucrânia e Europa central.

Em nota conjunta, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e seu homólogo polonês, Zbigniew Rau, criticaram a decisão de interromper a luta contra o Nord Stream 2, que está prestes a ser concluído. (ANSA)

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