EUA liberam 3ª dose de vacina anti-Covid para imunossuprimidos

Quem fez transplantes ou tem câncer também receberá nova dose

EUA irão aplicar terceira dose em quem está no grupo dos 'mais frágeis' nas questões de saúde
EUA irão aplicar terceira dose em quem está no grupo dos 'mais frágeis' nas questões de saúde (foto: ANSA)
09:38, 13 AgoWASHINGTON ZGT

(ANSA) - A Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou na noite desta quinta-feira (12) a administração da terceira dose das vacinas anti-Covid da Moderna e da Pfizer/BioNTech para pessoas imunossuprimidas, que fizeram transplantes de órgãos ou lutem contra um câncer.

Segundo a FDA, a ideia é reforçar a proteção dessas pessoas que têm a saúde fragilizada perante o avanço da variante Delta do coronavírus Sars-CoV-2. Na nota, porém, o órgão destaca que "outras pessoas que estão totalmente vacinadas estão adequadamente protegidas e não precisam de uma dose adicional no momento".

O infectologista Anthony Fauci, principal conselheiro do governo Joe Biden para a área de saúde, ressaltou que os especialistas norte-americanos monitoram todos os dados em "tempo real" e que, no futuro, todos os cidadãos precisarão tomar a terceira dose das vacinas. No entanto, as informações apontam que os grupos "mais frágeis" é que têm essa necessidade no momento.

Com isso, os EUA se juntam a outros países ricos, como Israel, Reino Unido e França, que oferecem a terceira dose para grupos específicos. A prática é criticada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pede que as nações que têm condições ajudem a acelerar a imunização dos mais pobres no mundo para que os países cheguem, ao menos, a 20% de pessoas vacinadas até o fim do ano.

Conforme dados da própria OMS, enquanto os países ricos têm cerca de 50% de suas populações imunizadas, os países africanos, por exemplo, têm apenas 2% de protegidos.

Estudo com transplantados

Nesta sexta-feira (13), um estudo feito no Canadá pela University Health Network foi publicado no "New England Journal of Medicine" e mostrou que a administração de uma terceira dose em pessoas transplantadas é "muito eficiente".

Analisando dados de 120 pacientes, todos vacinados com duas doses da vacinada Moderna, constatou-se que a proteção estava bastante reduzida. Metade deles recebeu a terceira dose depois de dois meses da aplicação da segunda.

Os pesquisadores constataram que 55% dos que receberam o reforço mostraram um nível de anticorpos de 100 unidades por mililitro de sangue, coisa que aconteceu em apenas em 18% dos que não receberam a terceira dose.

"Há pacientes transplantados que não ficam totalmente protegidos mesmo tendo concluído o ciclo vacinal. Se oferecermos a terceira dose, eles terão uma possibilidade melhor de proteção e acreditamos que deve ser feito", disse Deepali Kumar, o autor principal do artigo. (ANSA).

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA